Milho

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Milho sobe em Chicago em meio a diversos fatores altistas, mas segue em queda na B3


Reuters - Publicado: 16 Mai 2023 - 07:44

Os contratos futuros de milho negociados nos Estados Unidos subiram nesta segunda-feira, 15, apoiados por uma série de fatores, como a força do mercado de trigo, as negociações de petróleo bruto, um dólar mais fraco, preocupações com o tamanho das safras afetadas pela seca na Argentina e dúvidas sobre a renovação de um acordo no corredor marítimo da Ucrânia antes do prazo desta semana.

Na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT), o contrato de milho com vencimento em julho fechou em alta de 6,25 centavos de dólar, indo a US$ 5,925 por bushel.

Mas os ganhos nos contratos futuros de milho foram enfraquecidos depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projetou fortes aumentos ano a ano na oferta devido às previsões de safras recordes no país. No entanto, as perspectivas para a atual safra vão depender do clima do Meio-Oeste nos próximos meses.

Na segunda-feira, 15, após o fechamento do mercado, o USDA disse que a safra de milho dos EUA estava 65% plantada. O valor está ligeiramente atrás das expectativas do mercado, mas acima da média dos últimos cinco anos.

Por sua vez, um representante da ONU disse que os esforços continuarão nos próximos dias para estender o acordo que permite a exportação segura de grãos da Ucrânia para o Mar Negro. A Rússia ameaça romper o pacto em 18 de maio devido aos obstáculos às suas exportações de grãos e fertilizantes.

“Os desenvolvimentos relacionados ao acordo de grãos do Mar Negro também serão cruciais para a direção dos preços”, disse o ING Economics em nota.

Na bolsa brasileira B3, por sua vez, o movimento geral ainda é de retração. Os futuros de milho para julho caíram 1,79%, para R$ 56,63 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 1,8%, indo a R$ 58,82 por saca.

Julie Ingwersen
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; tradução e informações adicionais NovaCana