Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) se recuperaram com a cobertura de posições vendidas nesta segunda-feira, 27, após fornecimentos abundantes terem anteriormente derrubado os contratos de vencimentos próximos para seus níveis mais baixos em mais de três anos, disseram os operadores.
O contrato do milho com vencimento mais próximo na CBOT encerrou acima de US$ 4 o bushel, um nível de referência que o mercado rompeu na sexta-feira pela primeira vez desde novembro de 2020. O contrato já caiu cerca de 14% este ano e está 37% inferior em relação há um ano, após safras recordes nos Estados Unidos e no Brasil.
Os agricultores dos EUA precisam lidar com os grandes estoques de milho da safra do ano passado e com a demanda limitada por ração dos produtores de gado, que reduziram o rebanho bovino do país ao seu menor nível em sete décadas. Os EUA também enfrentam uma forte concorrência nas vendas globais de exportação de grãos e soja.
No entanto, o mercado de milho continua vulnerável a surtos de cobertura de posições vendidas por especuladores, disseram os analistas. Os gestores de dinheiro aumentaram sua posição líquida vendida em futuros e opções da CBOT para um recorde de 340.732 contratos na semana encerrada em 20 de fevereiro.
“O pregão de hoje foi especulativo e técnico, com as posições vendidas de milho em um pico em quase uma semana atrás e os mercados externos de commodities sendo negociados em alta”, disse o estrategista agrícola sênior da Marex, Terry Reilly.
Assim, o contrato do milho com vencimento em março na CBOT fechou em alta de 7,25 centavos de dólar, a US$ 4,07 o bushel, depois de cair para uma mínima contratual de US$ 3,945.
Em contrapartida, a bolsa brasileira B3 seguiu com retrações significativas. Os futuros de milho para março caíram 1,61%, para R$ 61 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 3,58%, indo a R$ 59 por saca.
Tom Polansek
Com informações adicionais NovaCana