Os futuros do milho fecharam a sessão desta quinta-feira, 2, com ganhos de 4,5 a 9 centavos de dólar na maioria dos contratos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). O movimento acompanha a expectativa dos negociadores de que chuvas atravessem os Estados Unidos durante a próxima semana, possivelmente atrapalhando o rápido ritmo de plantio registrado até o momento.
Especificamente, o contrato do milho mais ativo na CBOT, com vencimento em julho, teve alta de 9 centavos de dólar, indo a US$ 4,5975 por bushel.
O relatório semanal de vendas de exportação dos EUA mostrou que 758,47 mil toneladas de milho foram reservas durante a semana encerrada em 25 de abril. Isso representa uma queda de 41,7% em relação ao período anterior e está no lado mais baixo das estimativas.
Já os dados mensais de exportação mostraram que 5,89 milhões de toneladas de milho foram embarcadas em março. Isso representa um aumento de 19,78% em relação ao mesmo mês do ano passado e é o maior total mensal desde maio de 2023.
Na Argentina, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu sua projeção para o milho em 3 milhões de toneladas, para 46,5 milhões de toneladas, citando mau tempo e problemas com insetos. A colheita no país está 22,1% concluída.
Quanto ao Brasil, a StoneX aumentou a estimativa de produção da safra brasileira de milho para 125,6 milhões de toneladas, 1,37 milhões de toneladas acima do número anterior.
Mas a bolsa brasileira B3 teve um movimento misto. Os futuros de milho para maio caíram 0,03%, para R$ 57,31 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve alta de 0,99%, indo a R$ 58,42 por saca.
Alan Brugler
Com tradução e informações adicionais NovaCana