Os contratos futuros de milho negociados nos Estados Unidos fecharam mistos nesta terça-feira, 10, depois de um salto técnico e compras de barganha após mínimas de três semanas.
A fraca demanda por exportações norte-americanas ofuscou as preocupações com a colheita reduzida pela seca na Argentina, levando a recuos anteriores nas cotações do cereal.
Além disso, traders de grãos estão ajustando posições antes dos dados de safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), que serão divulgados na quinta-feira.
Com isso, o contrato de milho com vencimento em março da Bolsa de Chicago subiu 2,25 centavos de dólar, indo a US$ 6,55 por bushel, depois de tocar uma mínima de três semanas de US$ 6,4825 por bushel.
O contrato de referência do cereal quebrou a resistência do gráfico técnico em suas médias móveis de 20 e 30 dias, mas a compra parou porque os preços não subiram acima da média móvel de 50 dias.
“O milho foi bastante derrotado desde o início do ano e estava destinado a algumas compras técnicas e barganhas”, disse o analista sênior de commodities da Futures International, Terry Reilly. “Também estamos vendo algum posicionamento geral antes do relatório do USDA”.
A expectativa do mercado é que o USDA reduza suas perspectivas de produção de milho para a Argentina atingida pela seca, mas também aumente sua estimativa de oferta de grãos nos EUA.
Na bolsa brasileira B3, por sua vez, os contratos de milho tiveram movimentações mistas. Os futuros com vencimento em março caíram 0,17%, para R$ 92,72 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio subiu 0,27%, sendo negociado a R$ 92 por saca.
Karl Plume
Com reportagem de Naveen Thukral e Sybille de La Hamaide; informações adicionais NovaCana