Os contratos futuros de milho negociados em Chicago caíram nesta sexta-feira, 6, com o aumento das taxas de juros e as pressões cambiais pesando sobre as exportações dos Estados Unidos, além de previsões de clima quente e seco que abriram uma janela para os agricultores do Meio-Oeste plantarem suas safras.
“A janela de plantio para os agricultores dos EUA está aqui e esperamos vê-los agressivamente nos campos nos próximos sete a oito dias”, disse o presidente da US Commodities, Don Roose. “O mercado já colocou um prêmio pelo atraso no início do plantio e parte desse prêmio está saindo agora”.
Na bolsa de Chicago, o milho fechou a semana em queda e estendeu perdas semanais. O contrato mais ativo do milho teve queda de 12,75 centavos de dólar a US$ 7,8475 por bushel.
Na América do Sul, a área de plantio de milho do Centro-Sul do Brasil foi revista para cima, mas a estiagem em importantes estados produtores levou a cortes na projeção para a segunda safra do cereal.
Ainda assim, na bolsa brasileira B3, os futuros do milho para maio caíram 1,22%, para R$ 87,90 por saca de 60 quilos. Já o contrato com vencimento em julho teve queda de 1,1%, fechando o dia a R$ 91,98 por saca.
P.J. Huffstutter
Com reportagem de Naveen Thukral e Sybille de La Hamaide; informações adicionais NovaCana