Os contratos futuros do milho negociados nos Estados Unidos recuaram cerca de 2% nesta quarta-feira, com o contrato dezembro atingindo uma mínima de sete semanas, à medida que preocupações com atrasos nos embarques na Costa do Golfo dos EUA desencadearam uma rodada de liquidação de posições compradas, disseram analistas.
Os fundos de commodities mantêm posições compradas líquidas nos futuros de milho negociados em Chicago, o que deixa o mercado vulnerável a liquidações.
O milho para dezembro fechou em queda de 11,50 centavos de dólar, a 5,2275 dólares por bushel, após recuar para 5,1825 dólares, mínima do contrato desde 12 de julho.
Carregadores de grãos na Costa do Golfo dos EUA relataram nesta quarta-feira mais danos causados pelo furacão Ida a seus terminais, com a Cargill confirmando danos a uma segunda instalação, enquanto cortes de energia no sul da Louisiana mantiveram todas as outras fechadas.
Os futuros do milho recuaram pelo terceiro dia seguido diante de receios de que os problemas pudessem afetar as exportações através do porto de grãos mais movimentado dos EUA, em momento em que a colheita de outono (no Hemisfério Norte) se aproxima.
“As vendas ligadas ao Ida nesta semana acabaram desencadeando vendas relacionadas aos gráficos no setor de grãos e oleaginosas, já que o ímpeto continua negativo”, disse Arlan Suderman, economista-chefe de commodities da StoneX.
Na bolsa brasileira B3, o contrato do milho com vencimento em setembro teve queda de R$ 1,07, ou 1,17%, encerrando o dia a R$ 90,48 por saca de 60 kg. Já o novembro teve uma queda de 0,84%, para R$ 90,85 por saca.
Julie Ingwersen
Com informações adicionais NovaCana