Os futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram nesta quinta-feira, 22, já que os resultados da expedição Pro Farmer reforçaram as expectativas de uma produção abundante nos Estados Unidos, disseram analistas.
As perspectivas de produtividade do milho em Illinois são as maiores nos 32 anos de história da turnê de safra da Pro Farmer, informaram os olheiros da turnê anual do Meio-Oeste dos EUA na quarta-feira.
“Estamos prestando mais atenção ao tour da safra e aos rendimentos do que à greve dos trens”, disse o vice-presidente do Price Futures Group, Jack Scoville.
Ele se refere à greve de mais de 9 mil trabalhadores ferroviários canadenses sindicalizados, que começou na manhã de quinta-feira. As operadoras ferroviárias canadenses fecharam suas redes ferroviárias, interrompendo as exportações do país da América do Norte.
O movimento teve um impacto limitado sobre os futuros da CBOT, embora uma paralisação mais longa possa aumentar a demanda por exportações dos EUA.
Com isso, o contrato mais ativo do milho na CBOT terminou em queda de 4,75 centavos de dólar, para US$ 3,935 por bushel.
Na bolsa brasileira B3, em contrapartida, o movimento foi de elevação. Os futuros de milho para setembro subiram 0,48%, para R$ 60,48 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve alta de 0,17%, indo a R$ 63,35 por saca.
Heather Schlitz
Com reportagem de Nigel Hunt e Peter Hobson; informações adicionais NovaCana