Milho

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Milho perde força na B3 nesta terça-feira, esperando novas chuvas na safrinha

Chicago sobe com mercado acompanhando plantio dos Estados Unidos


Notícias Agrícolas - Publicado: 19 Mai 2021 - 07:43

A terça-feira, 18, chega ao final com os preços do milho bastante voláteis no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações em Rondonópolis (MT), Primavera do Leste (MT), Alto Garças (MT), Itiquira (MT), Dourados (MT) e São Gabriel do Oeste (MS).

Já as desvalorizações apareceram nas praças de Ponta Grossa (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Eldorado (MS), Amambai (MS) e Itapetininga (SP).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, no mercado interno, “os negócios estão lentos com atenções ao dólar e o regime de chuvas para o final de maio”.

No Mato Grosso, por exemplo, o preço médio da saca de milho subiu 129,57% no comparativo entre abril de 2021 e abril de 2020, ficando em R$ 67,50 a saca contra os R$ 29,40 do ano passado.

Entre os fatores apontados como responsáveis para esta alta estão “a postergação da semeadura no estado e o fator climático preocupando desde o início da safra”, diz o Imea.

Enquanto isso no Paraná, o Deral relata que a qualidade das lavouras da segunda safra de milho continua caindo no estado. Neste último levantamento, o índice de lavouras avaliadas com em boas condições caiu de 25% para 23%, o de médias subiu de 45% para 46% e o de ruins saiu de 30% para 31%.

B3

Os preços futuros do milho fecharam a terça-feira operando em campo misto e próximos da estabilidade na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações entre 0,15% negativo e 0,94% positivo ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 98,45 com alta de 0,02%; o setembro de 2021 valeu R$ 96,70 com queda de 0,15%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 97,23 com perda de 0,05%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 99,10 com ganho de 0,94%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os grandes compradores do mercado doméstico estão retraídos esperando a colheita da safrinha que deve começar em duas ou três semanas, principalmente do meio de junho em diante.

“Os indicativos seguem na faixa de R$ 100 a R$ 105 junto à indústrias do Sul e Sudeste, mas os negócios estão restritos aos pequenos consumidores. Todo mundo está de olho na safrinha e novas chuvas são esperadas para os próximos dias que podem amenizar as novas perdas”, aponta.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) teve um dia altista para os preços internacionais do milho na terça-feira. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 4,5 e 6,5 pontos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,58 com ganho de 5,75 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,71 com elevação de 4,5 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,43 com alta de 6 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,49 com valorização de 6,5 pontos.

Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira, de 0,92% para o julho de 2021, de 0,88% para o setembro de 2021, de 1,12% para o dezembro de 2021 e de 1,29% para o março de 2022.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos subiram pelo segundo dia consecutivo na terça-feira, apoiados pela forte demanda de exportação e também por preocupações de que as previsões de clima seco em partes dos Estados Unidos possam estressar a safra recentemente semeada.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse na manhã de segunda-feira que exportadores privados relataram a venda de 1,36 milhão de toneladas de milho para a China para entrega na campanha de comercialização de 2021 de 2022, o segundo dia consecutivo em que o país registrou a compra de pelo menos 1 milhão de toneladas do amarelo grão.

“A China continua comprando milho, o que é realmente favorável”, disse o analista sênior da Futures International, Terry Reilly.

Guilherme Dorigatti