O milho de primeira safra, que concorre em área com a soja, deverá ter uma redução de 6% no plantio em 2022/23, para 406,4 mil hectares, estimou o Departamento de Economia Rural (Deral) nesta quinta-feira, 25.
Segundo o órgão do governo paranaense, os agricultores do estado devem optar pela oleaginosa em relação ao grão por questões relacionadas ao preço das commodities. Além disso, a maior parte dos produtores tem a alternativa de plantar milho na segunda safra, a maior do estado para o cereal, disse o economista Marcelo Garrido, do Deral.
A segunda safra de milho do Paraná em 2021/22, já com colheita perto da fase final, foi estimada em 13,8 milhões de toneladas, nova redução na projeção mensal. Em julho, a projeção era de 14,66 milhões de toneladas.
A expectativa inicial para a safrinha era de mais de 16 milhões de toneladas. As reduções nas estimativas vêm sendo atribuídas ao ataque da cigarrinha e a problemas climáticos.
Ainda assim, a produção pode mais que dobrar em relação ao ciclo anterior, quando o Paraná colheu 5,72 milhões de toneladas de milho na segunda safra, com lavouras atingidas por seca e geadas.
Roberto Samora