Milho

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Milho oscila muito na B3, mas fecha a quarta-feira com ganhos

Preço em Chicago se recupera com compras técnicas após grandes quedas


Notícias Agrícolas - Publicado: 27 Mai 2021 - 07:25

Nesta quarta-feira, 26, os preços do milho ficaram desvalorizados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas em Campo Novo do Parecis (MT).

Já as perdas apareceram em Ponta Grossa (PR), Castro (PR), Palma Sola (SC), Brasília (DF), Maracaju (MS), Campo Grande (MS) e no oeste da Bahia.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimento, “o recuo do dólar e o avanço do plantio das lavouras norte-americanas trouxe algum alívio para os preços nos futuros do milho nos últimos dias. No entanto, o mercado doméstico segue atento ao tamanho da produção da safrinha”.

A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que, “negócios da saca de milho com o indicador de Campinas (SP) se aproximando de R$ 100 por saca apontam que os vendedores estão aceitando preços ligeiramente inferiores no cereal físico”.

Em Goiás, a saca do cereal encerrou a sexta-feira, 21, valendo, em média, R$ 86,72 com alta de R$ 0,05 com relação à semana anterior. “As quedas no mercado futuro internacional repercutiram nos preços do milho em Goiás, com registros de quedas nos preços médios do estado. Além disso, o volume de negociações permanece baixo, já que tanto produtores quanto negociadores aguardam o desenvolvimento das lavouras para identificação de qualidade do cereal.”, aponta o Instituto para o Fortalecimento da Agropecuária de Goiás (Ifag).

Já no Mato Grosso do Sul, o preço da saca do milho se desvalorizou 6,34% de 17 a 24 de maio de 2021, encerrando o período negociado a R$ 88,63. “O recuo nos preços no mercado interno tem relação direta com a pressão baixista no valor do cereal na Bolsa de Chicago”, aponta a Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul).

B3

Os preços futuros do milho tiveram uma quarta-feira de muitos altos e baixos e encerraram o dia subindo na bolsa brasileira B3. As principais cotações registram movimentações positivas entre 0,38% e 1,08%.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 91,90 com alta de 0,38%; o setembro de 2021 valeu R$ 91,42 com ganho de 0,68%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 93,18 com valorização de 1,08%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 94,50 com elevação de 0,69%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, o mercado mostra pouca pressão de vendas e a B3 começa a se acomodar pouco acima dos R$ 90,00, dando sinais de que os produtores não querem vender.

“Agora começamos a ver uma queda de braço para o mercado interno. Ainda existem fundamentos para cair um pouco mais, mas em função de geadas, secas, ventanias e granizos está todo mundo desconfiado com o que será a safra”, pontua Brandalizze.

Mercado externo

A Bolsa de Chicago (CBOT) oscilou durante toda a quarta-feira e encerrou o dia subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 4,25 e 6 pontos.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,24 com ganho de 4,25 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,47 com valorização de 6 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,20 com alta de 5 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,27 com elevação de 5 pontos.

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,65% para o julho de 2021, de 1,11% para o setembro de 2021, de 0,97% para o dezembro de 2021 e de 0,96% para o março de 2022.

Segundo informações da agência Reuters, os futuros do milho nos Estados Unidos se recuperaram ligeiramente na quarta-feira após uma forte liquidação no dia anterior, com a compra vantajosa e a compra técnica elevando os preços de baixas de um mês, embora os ganhos tenham sido limitados pelo clima favorável da safra no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

O rápido plantio de milho e as chuvas no Meio-Oeste desviaram a atenção das tensões de oferta global e da crescente demanda por grãos para ração da China, que levou os futuros do milho a um pico de oito anos no início deste mês.

“As pessoas estão tentando definir um fundo de curto prazo. Este foi o motivo das compras técnicas de hoje após a liquidação de ontem”, disse o analista sênior de commodities da Futures International, Terry Reilly.

Guilherme Dorigatti