Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago atingiram uma mínima de seis semanas nesta quinta-feira, 23, após o governo dos Estados Unidos projetar que os agricultores plantarão mais áreas neste ano e os preços cairão, disseram analistas.
O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), em seu Fórum Anual de Perspectivas Agrícolas, estimou plantio de milho em 2023 em 91 milhões de acres (36,8 milhões de hectares), acima dos 88,6 milhões do ano passado, e a produção em 15,085 bilhões de bushels, com base em um rendimento recorde de 181,5 bushels por acre.
Os analistas esperavam plantio de 90,9 milhões de acres e produção de 14,949 bilhões de bushels.
“O mercado de milho foi atingido desde o início, quando o Ag Outlook Forum divulgou suas estimativas de produção, rendimento e estoques finais”, disse a corretora de commodities CHS Hedging.
Embora altos para os padrões históricos, o USDA também projetou preços médios mais baixos para milho, soja e trigo em comparação com o ano anterior.
Desta forma, o contrato mais ativo do milho em Chicago caiu 15 centavos de dólar, a US$ 6,5925 por bushel, e atingiu seu preço mais baixo desde 12 de janeiro, a US$ 6,575.
Já a bolsa brasileira B3 registrou um movimento misto. Os futuros para março subiram 0,06%, para R$ 88,29 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 0,39%, para R$ 88,80 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana