Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) atingiram uma máxima de duas semanas nesta quinta-feira, 13, devido a compras técnicas e preocupações com o aumento das temperaturas no cinturão agrícola dos Estados Unidos.
As preocupações climáticas globais também ajudaram a apoiar os mercados de grãos, depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu na quarta-feira sua perspectiva para os estoques finais globais de milho e trigo para 2024/25 em seu relatório mensal.
Os operadores ficaram atentos às previsões dos EUA, à medida que as culturas de milho se aproximam de um período importante de desenvolvimento. As temperaturas subirão acima de 90 graus Fahrenheit na próxima semana no sul do Meio-Oeste dos EUA, e persistem riscos de muito mais calor e seca, disse o Commodity Weather Group em uma previsão.
“As preocupações climáticas nos EUA durante as próximas 4 a 6 semanas provavelmente manterão o mercado de milho bem apoiado pelo menos até 4 de julho”, disse o analista Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage.
Com isso, o contrato do milho com vencimento em julho na CBOT subiu 4,25 centavos de dólar, indo a US$ 4,585 por bushel, e atingiu uma máxima em duas semanas.
Em contrapartida, a bolsa brasileira B3 viu retrações. Os futuros de milho para julho caíram 0,72%, para R$ 58,32 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 0,33%, indo a R$ 62,49 por saca.
Tom Polansek
Com reportagem de Bernadette Christina e Sybille de La Hamaide; informações adicionais NovaCana