Os contratos futuros de milho negociados em Chicago atingiram seu preço mais baixo desde agosto nesta quinta-feira, 9, devido às expectativas de que o fenômeno climático El Nino poderia impulsionar as safras dos Estados Unidos. Além disso, preocupações sobre o aumento das taxas de juros no país também impactam as commodities.
A La Niña terminou, informou o Centro de Previsão do Clima do Serviço Nacional de Meteorologia americano nesta quinta-feira, e o El Niño pode se formar durante o verão de 2023 e persistir até o outono do hemisfério Norte.
O El Niño é um aquecimento das temperaturas da superfície do oceano no Pacífico Oriental e Central, o que pode aumentar as precipitações, melhorando as perspectivas para as colheitas dos EUA.
“Existe uma crença de que a La Niña está morrendo e que nossas condições de crescimento no Meio-Oeste podem estar sob as condições do El Niño, que são favoráveis ao crescimento”, disse o presidente da US Commodities, Don Roose.
O milho também foi atingido por operadores que fecharam posições compradas depois que o Federal Reserve disse esta semana que continuaria a aumentar as taxas de juros, disseram analistas.
Além disso, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou sua estimativa de safra de milho do Brasil, diminuindo as preocupações com a colheita afetada pela seca na Argentina.
Assim, o contrato de milho mais ativo na Bolsa de Chicago (CBOT) caiu 14 centavos, indo a US$ 6,115 por bushel. O contrato atingiu a mínima de US$ 6,1025 durante a sessão, a menor desde agosto.
Já a bolsa brasileira B3 teve um movimento misto. Os futuros para maio subiram 0,13%, para R$ 87,31 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve alta de 0,06%, para R$ 86,60 por saca.
Cassandra Garrison
Com informações adicionais NovaCana