Os contratos de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram nesta quarta-feira, 2, acompanhando um movimento geral do mercado de grãos.
Segundo operadores, exportações russas fortes e sinais de que Moscou está disposta a retomar um acordo sobre o corredor de grãos do Mar Negro pressionaram os preços.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse a sua contraparte turca, Tayyip Erdogan, que Moscou está pronta para retornar ao acordo de grãos do Mar Negro assim que o Ocidente cumprir suas obrigações em relação às exportações de grãos da Rússia.
Ainda assim, um ataque russo no sul da Ucrânia nesta quarta-feira atingiu instalações de grãos em Izmail, ressaltando o risco de mais pressão sobre as exportações ucranianas.
Mas outro fator baixista para os preços está nas previsões climáticas favoráveis à colheita nos EUA, que supera as perspectivas de demanda. A expectativa é de um clima mais frio e úmido no Meio-Oeste em agosto.
Com isso, o contrato de milho mais ativo na CBOT fechou em baixa de 6,75 centavos de dólar, indo para US$ 5,005 por bushel, atingindo a sétima queda consecutiva.
No Brasil, por sua vez, a B3 viu um movimento misto e de quase estabilidade. Os futuros de milho para setembro caíram 0,18%, para R$ 55,41 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve queda de 0,02%, indo a R$ 59,19 por saca.
Christopher Walljasper
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana