Milho

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Milho encerra semana com queda na B3, mas valorizado no mercado à vista e em Chicago


Notícias Agrícolas - Publicado: 10 Mai 2021 - 07:47

A sexta-feira, 7, encerrou com os preços do milho elevados no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas na praça de Primavera do Leste (MT), com 1,16% e preço de R$ 85,00.

Já as valorizações apareceram em Maracaju (MS) e Campo Grande (MS), com alta de 1,04% e preço de R$ 97,00; Amambaí (MS), com 1,06% e preço de R$ 95,00; Não-Me-Toque (RS), com 1,11% e preço de R$ 91,00; Campinas (SP), com 2,94% e preço de R$ 105,00; Itapetininga (SP), com 3% e preço de R$ 103,00; e Brasília (DF), com 4,71% e preço de R$ 89,00.

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, houve poucos negócios no mercado físico, com compradores e vendedores distantes. “O destaque desta semana foi o encurtamento entre a paridade do milho brasileiro e dos EUA. A sinalização de que os juros subam na mesma proporção na próxima reunião do Copom em agosto também ancora as expectativas adiante”, aponta.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, a Emater aponta que o preço médio do milho aumentou, passando de R$ 85,67 para R$ 90,17 por saca, incremento de 5,25%. O preço do produto disponível em Cruz Alta, por exemplo, se manteve em R$ 98,00/saca.

Enquanto isso, 84% das lavouras de milho do estado já foram colhidas. A colheita já estava finalizada em 85% das áreas e em 80% na média dos últimos anos cinco.

B3

Os preços futuros do milho se movimentaram pouco nesta sexta-feira na bolsa brasileira B3 e fecharam o dia próximos da estabilidade. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 0,04% e 0,41%.

O vencimento em maio de 2021 foi cotado à R$ 102,60 com elevação de 0,21%; julho de 2021 valeu R$ 103,62, com valorização de 0,41%; setembro de 2021 foi negociado por R$ 100,35, com alta de 0,04%; e novembro de 2021 teve valor de R$ 100,95, com ganho de 0,04%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam quedas de 0,77% para o contrato de maio de 2021, de 0,40% para julho de 2021, de 1,90% para setembro de 2021 e de 1,85% para novembro de 2021 na comparação com a última sexta-feira, 30.

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Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 liquidou posições com a proximidade do fechamento do contrato maio de 2021 e dá sinais de que os preços não conseguem ir muito mais à frente.

“O pessoal está repassando valores no ovo e no leite, mas mesmo com essas altas não conseguem pagar mais do que o mercado já está pagando no milho. Esses patamares entre R$ 100,00 e R$ 105,00 interno está batendo no teto”, afirma.

Brandalizze destaca também que os principais compradores estão de olho na safrinha que vai ter colheita começando em algumas semanas e devem esperar o avanço dos trabalhos para se posicionar mais à frente. “O mercado não consegue sair do lugar, estamos vendo esse patamar na B3 de R$ 102,00 ou R$ 103,00 e não muda nada”, completa.

Mercado externo

Já a bolsa de Chicago (CBOT) oscilou ao longo do dia e fechou a sexta-feira subindo para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações positivas entre 9,25 e 13,50 pontos ao final do dia.

O vencimento em maio de 2021 foi cotado à US$ 7,72, com elevação de 13,25 pontos; julho de 2021 valeu US$ 7,32, com valorização de 13,50 pontos; setembro de 2021 foi negociado por US$ 6,54, com alta de 9,25 pontos; e dezembro de 2021 teve valor de US$ 6,36, com ganho de 11,00 pontos.

Estes índices representaram ganhos em relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,71% para maio de 2021, de 1,95% para julho de 2021, de 1,40% para setembro de 2021 e de 1,76% para dezembro de 2021.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam valorizações de 4,32% para maio de 2021, de 8,77% para julho de 2021, de 10,47% para setembro de 2021 e de 12,97% para dezembro de 2021 na comparação com a última sexta-feira, 30.

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Segundo informações do site internacional Blog Price Group, o milho fechou em alta porque o mercado demonstrou mais preocupação com a produção da safrinha de milho no Brasil e isso superou a força de outros pontos negativos que influenciaram as movimentações ao longo dia.

“O relatório semanal de vendas de exportação foi considerado fraco e os spreads de transporte foram mais fracos. As regiões do oeste do Meio-Oeste dos Estados Unidos tiveram safras plantadas com rapidez e as condições gerais de plantio devem ser bastante boas durante a próxima semana”, aponta o analista de mercado do Blog Price Group, Jack Scoville.

Ainda nesta sexta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou vendas de exportação de 1,36 milhão de toneladas de milho para entrega à China durante a campanha de comercialização de 2021/22 e de outras 188,47 mil toneladas de milho para entrega em destino desconhecido. Deste valor, 86,87 mil toneladas são para entrega durante a campanha de 2020/21 e 101,6 mil toneladas para entrega durante 2021/22.

Para o analista Bob Linneman, da Kluis Advisors, os participantes do mercado ainda estão tentando descobrir que nível de preço sufoca a demanda. “As altas adicionaram números aos valores do milho da nova safra nos últimos sete pregões. Quanto mais podemos subir antes que a demanda seja realmente sufocada?”, questiona.

Guilherme Dorigatti