Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram para o menor valor em três anos na sexta-feira, 12, depois que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou que os estoques de milho dos EUA aumentaram para os níveis mais altos desde 2018.
Os suprimentos mundiais de grãos estão se tornando mais abundantes, depois de ficaram mais apertados devido à invasão da Ucrânia pela Rússia, um importante produtor de milho e trigo, e safras menores no ano passado em países como a Argentina.
Nos Estados Unidos, uma safra recorde de milho em 2023 e vendas de exportação sem brilho contribuíram para o aumento dos estoques e levaram sete contratos futuros de milho a novas mínimas – incluindo os mais ativos de março, maio e setembro.
“O resultado final é muito simples: estamos produzindo mais do que nossa demanda no momento e isso está pressionando todo o mercado”, disse o sócio da Consus Ag Consulting, Karl Setzer.
Com isso, o contrato de milho mais ativo em Chicago caiu 10,75 centavos de dólar, fechando a US$ 4,47 o bushel.
Separadamente, o USDA estimou a produção de milho do Brasil em 127 milhões de toneladas, retração de 2 milhões de toneladas ante a perspectiva anterior.
“Daqui para frente, estamos trabalhando com balanços bastante pesados, não apenas para o milho, mas agora para a soja”, disse o estrategista agrícola sênior da Marex Capital, Terry Reilly. “Isso vai dar o tom para preços mais baixos em 2024 em relação a 2023”.
Assim, a bolsa brasileira B3 também registrou retrações. Os futuros de milho para março caíram 4,28%, para R$ 68,15 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para maio teve queda de 3,21%, a R$ 66,94 por saca.
P.J. Huffstutter
Com reportagem de Karl Plume; informações adicionais NovaCana