Milho

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Milho cai novamente no mercado físico e na B3 com proximidade da safrinha


Notícias Agrícolas - Publicado: 21 Mai 2021 - 07:37

Nesta quinta-feira, 20, os preços do milho novamente recuaram no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Campinas (SP).

Já as desvalorizações apareceram em Ponta Grossa (PR), Ubiratã (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Castro (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Jataí (GO), Rio Verde (GO), Brasília (DF), São Gabriel do Oeste (MS), Eldorado (MS), Amambai (MS) e Cândido Mota (SP).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “o mercado físico em São Paulo é calmo, com as atenções voltadas para as estimativas da safrinha no Brasil e às variações do dólar. Tanto os produtores quanto os consumidores seguem cautelosos”.

A Agrifatto Consultoria analista que, “após clima mais ameno no mercado do milho em Campinas (SP), as negociações se aqueceram levando o indicador da saca do cereal a romper os R$ 103, um novo recorde”.

B3

Os preços futuros do milho oscilaram muito ao longo do dia e encerram a quinta-feira caindo na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,05% e 0,89% ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 97,31 com desvalorização de 0,89%; o setembro de 2021 valeu R$ 96,10 com perda de 0,44%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 96,95 com baixa de 0,05%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 98,30 com queda de 0,41%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a bolsa brasileira segue acomodada, uma vez que teremos colheita de milho a partir do dia 10 de junho.

“Com relação à safrinha, tem perdas sim. O Paraná foi o mais afetado e deve ter perdido 5 milhões de toneladas. Em nível Brasil, o potencial era de 90 milhões de toneladas e, hoje, fala-se de 75 a 85 milhões; no mínimo, perdeu 10 milhões de toneladas. Mesmo assim o mercado brasileiro segue o mercado internacional com a demanda muito aquecida”, pontua.

Mercado externo

Já a bolsa de Chicago (CBOT) teve movimentações altistas durante toda a quinta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram flutuações positivas entre 6,25 e 13 pontos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,64 com ganho de 6,25 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,79 com alta de 12 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,52 com elevação de 13 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,58 com valorização de 13 pontos.

Estes índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quarta-feira, de 0,91% para o julho de 2021, de 2,12% para o setembro de 2021, de 2,41% para o dezembro de 2021 e de 2,39% para o março de 2022.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, na quinta-feira, os mercados agrícolas do CME Group encontraram força nos contratos de milho da nova safra, sendo incapazes de ignorar as compras sem precedentes da China.

Ainda nesta quinta-feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) trouxe seu boletim semanal de vendas para exportação apontando que, na semana encerrada em 13 de maio, as vendas norte-americanas do grão da safra 2021/22 somavam 4,06 milhões de toneladas, com a maior parte sendo destinada à China.

O analista de mercado Jack Scoville, do Price Futures Group, diz que as boas vendas de exportação estão encerrando a correção e sustentando o milho, que registrou uma nova alta semanal.

“Por que a China adotou uma abordagem tão agressiva em suas necessidades de importação de milho tão no início da campanha? Muitos traders acreditam que a seca na região de milho de segunda safra do Brasil os preocupa em comprar bushels mais cedo. Por mais amigáveis que pareçam essas notícias, os futuros registraram mínimos mais baixos e máximos mais baixos em sete dos últimos oito pregões”, acrescenta o analista Bob Linneman, da Kluis Advisors.

Guilherme Dorigatti