Os contratos futuros de milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram nesta terça-feira, 30, fechando perto dos níveis mais baixos desde 2020, com dados de safras dos Estados Unidos e gráficos climáticos reforçando expectativas de grandes colheitas, enquanto preocupações com a demanda chinesa também pairavam sobre os mercados de commodities.
As chuvas previstas para o Meio-Oeste dos EUA devem beneficiar a safra de grãos da região, que obteve altas classificações de condição no relatório de progresso da safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) de segunda-feira.
Com isso, o contrato mais ativo do milho na CBOT fechou em queda de 7,25 centavos de dólar, indo a US$ 4,05 por bushel, pairando perto da mínima de novembro de 2020.
Em seu relatório semanal de progresso da safra, o USDA classificou 68% das áreas de milho como estando em condições boas a excelentes. “Não há ameaças climáticas reais no momento”, disse o presidente da A/C Trading, Jim Gerlach.
As chuvas também aliviaram as preocupações sobre o clima quente e seco da semana anterior, que danificou as safras de milho e soja. “Vimos uma reviravolta bastante acentuada nas discussões sobre o clima, disse Rich Nelson, estrategista da Allendale.
Os agricultores dos EUA continuam acumulando grandes estoques de soja e milho de safra antiga, aumentando a pressão sobre os preços.
Na bolsa brasileira B3, por sua vez, o movimento também foi de retração. Os futuros de milho para setembro caíram 1,7%, para R$ 60,03 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve queda de 1,57%, indo a R$ 64,03 por saca.
Heather Schlitz
Com reportagem de Gus Trompiz e Bernadette Christina; informações adicionais NovaCana