Os contratos futuros de milho negociados em Chicago devem perder mais terreno, já que houve uma extensão do acordo para permitir que a Ucrânia continue exportando grãos. O anúncio diminui as preocupações com a oferta mundial.
“O acordo mantém aberta uma importante rota comercial em meio à guerra da Rússia na Ucrânia”, disse a empresa de pesquisa de commodities Hightower, em um relatório.
O acordo para exportação de grãos no Mar Negro foi prorrogado por mais dois meses, no que o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, saudou como “boas notícias para o mundo”. A extensão foi firmada um dia antes de a Rússia desistir do pacto devido aos obstáculos às suas exportações de grãos e fertilizantes.
Nesta quarta-feira, 17, o milho já foi negociado perto de uma baixa de 18 meses. Os preços enfrentaram pressão depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse que exportadores privados cancelaram compras de 272 mil toneladas de milho destinadas à China, o quarto cancelamento deste tipo em um mês.
Além disso, o clima favorável deve ajudar a safra recém-plantada no Meio-Oeste dos EUA. A temporada teve um início sólido, com um ritmo de plantio mais rápido do que a média e um clima favorável às safras apontando para o aumento da oferta.
Na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT), o contrato de milho com vencimento em julho caiu 19,75 centavos de dólar, ou 3,4%, indo a US$ 5,615 por bushel.
Por sua vez, na bolsa brasileira B3, o movimento também é de retração. Os futuros de milho para julho caíram 2,42%, para R$ 54,50 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 1,86%, indo a R$ 57,40 por saca.
Naveen Thukral
Com tradução e informações adicionais NovaCana