Os futuros de milho negociados nos Estados Unidos caíram quase 2% nesta terça-feira, 16, pressionados pelo clima adequado na safra do Meio-Oeste e pela forte concorrência na exportação, disseram traders.
Na Bolsa de Comércio de Chicago (CBOT), o contrato de milho com vencimento em julho caiu 11,25 centavos de dólar, indo a US$ 5,8125 por bushel.
As fortes perspectivas para a safra dos EUA pressionaram os preços. Na semana passada, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) projetou colheitas recordes em 2023 e, na segunda-feira, disse que a safra de milho dos EUA estava 65% plantada, índice acima da média de cinco anos.
“O clima está muito bom. No geral, estamos à frente do ritmo normal (de plantio) e as coisas começaram bem, o que está provocando uma queda nos preços”, disse o analista Terry Linn, da Linn & Associates, em Chicago.
A fraca demanda de exportação contribuiu para a perspectiva de baixa, dada a grande safra de milho no Brasil. “Não somos competitivos, basicamente”, disse Linn. “Precisamos estimular a demanda e é isso que está acontecendo. Vamos reestruturar nossos preços para chegar a esse ponto”.
Na bolsa brasileira B3, aliás, o movimento é de retração. Os futuros de milho para julho caíram 1,38% nesta terça-feira, para R$ 55,85 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 0,56%, indo a R$ 58,49 por saca.
Além disso, os comerciantes estão monitorando as negociações para estender o acordo que permite a exportação segura de grãos ucranianos através do Mar Negro. A Rússia tem afirmado repetidamente que pode encerrar o acordo em 18 de maio devido a obstáculos às suas exportações de grãos e fertilizantes.
Julie Ingwersen
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; tradução e informações adicionais NovaCana