Os grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) oscilaram nesta segunda-feira, 13, pegando carona nas ações dos Estados Unidos que foram assustadas pelas preocupações econômicas globais após o colapso de banco do Vale do Silício, um credor com foco em tecnologia.
Os contratos mais ativos do milho fecharam mais fracos, com o mercado acompanhando a queda do petróleo bruto. Assim, os futuros fecharam em queda de 3,75 centavos de dólar, indo para US$ 6,135 por bushel.
De maneira geral, os preços dos grãos oscilaram ao longo do dia, com o presidente dos EUA, Joe Biden, prometendo fazer o que fosse necessário para evitar uma possível crise bancária no país.
“Se você quer saber o que os grãos vão fazer, fique de olho no mercado de ações, porque essa tem sido a pressão nos últimos dois dias”, disse Mark Gold, da consultoria americana Top Third Ag Marketing.
No início do dia, a Rússia sugeriu estender a iniciativa de grãos do Mar Negro, negociada pela ONU, que permite a exportação segura de grãos dos portos ucranianos. A renovação antes do término do acordo, em 18 de março, pode pressionar os preços do milho e do trigo provenientes da região.
Mas a Rússia sugeriu apenas estender o acordo por um período de 60 dias, metade do prazo da renovação anterior.
Na bolsa brasileira B3, em contrapartida, houve uma leve recuperação em alguns contratos. Os futuros para maio subiram 0,73%, para R$ 87,90 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve alta de 0,38%, para R$ 86,50 por saca.
Cassandra Garrison
Com reportagem de Michael Hogan e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana