Os contratos do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em baixa após negociações voláteis nesta terça-feira, 4, com os traders citando o progresso do plantio nos Estados Unidos e as fortes classificações da lavoura norte-americana do cereal.
De outro lado, eles mencionaram o clima adverso no México, importante importador dos EUA, e o rebaixamento das previsões de colheita no Brasil, importante exportador.
O contrato de milho mais ativo na CBOT, com vencimento em julho, fechou em baixa de 1 centavo de dólar, a US$ 4,425 por bushel.
“O mercado está começando a olhar para a arena internacional do clima”, disse o presidente da AgResource, Dan Basse.
Uma seca e um calor intenso no México podem prejudicar a safra do país e estimular a demanda por milho americano, disseram os traders.
A divulgação do relatório de progresso da safra do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) na segunda-feira, 3, destacou um início favorável da temporada de plantio nos EUA e condições boas para o milho americano, mas os traders disseram que as notícias positivas já haviam sido incorporadas ao mercado.
“As pessoas esperavam uma boa classificação e uma boa safra, portanto, não é uma grande surpresa”, disse o analista Austin Schroeder, da Brugler Marketing.
Por sua vez, a bolsa brasileira B3 também contabilizou retrações. Os futuros de milho para julho caíram 0,58%, para R$ 57,05 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para setembro teve queda de 0,25%, indo a R$ 60,35 por saca.
Heather Schlitz
Com informações adicionais NovaCana