Os contratos futuros do milho negociados em Chicago caíram nesta quinta-feira, 5, com as perspectivas de boas produtividades dos Estados Unidos continuando a impulsionar posicionamento vendido de fundos, segundo analistas.
Um dólar mais baixo e as preocupações com o clima seco e prejudicial do Meio-Oeste dos EUA incentivaram a recente cobertura de posições vendidas nos mercados de grãos, onde os investidores haviam acumulado grandes posições vendidas.
No entanto, os fundos de commodities adicionaram novas posições vendidas na quinta-feira, com a percepção de que os futuros do milho estavam supervalorizados, disseram os traders.
“Os fundos de hedge estão tendendo a operar vendidos mercado”, disse o corretor Joe Davis, da Futures International. “O mercado está fundamentalmente em baixa, com grandes safras aqui e na América do Sul”.
Com isso, o contrato de milho mais ativo na Bolsa de Chicago (CBOT) caiu 2 centavos de dólar, para US$ 4,1075 por bushel.
Apesar do final seco da temporada nos EUA e da seca no Brasil, que pode prejudicar o plantio antecipado, espera-se que o mercado de milho esteja bem abastecidos.
Na quarta-feira, 4, a StoneX reduziu sua estimativa de produção de milho nos EUA, de 15,207 bilhões para 15,127 bilhões de bushels.
Na bolsa brasileira B3, por sua vez, o movimento também foi de retração. Os futuros de milho para setembro caíram 0,93%, para R$ 62,56 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para novembro teve queda de 0,12%, indo a R$ 65,62 por saca.
Heather Schlitz
Com informações adicionais NovaCana