Milho

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Milho cai na B3 nesta quarta-feira com volta das chuvas e melhora da safrinha

Chicago também recuou em dia de liquidações


Notícias Agrícolas - Publicado: 20 Mai 2021 - 07:34

A quarta-feira, 19, termina com os preços do milho recuando no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foram percebidas valorizações em nenhuma das praças.

Já as desvalorizações apareceram em Ubiratã (PR), Londrina (PR), Cascavel (PR), Marechal Cândido Rondon (PR), Pato Branco (PR), Palma Sola (SC), Rio do Sul (SC), Dourados (MS), Maracaju (MS), Campo Grande (MS), Eldorado (MS), Cândido Mota (SP), Campinas (SP) e Porto Paranaguá (PR).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado interno, a dinâmica teve poucas alterações, com os participantes cautelosos. No entanto, o dólar tem perdido força contra uma cesta de outras moedas fortes atingindo o menor nível desde fevereiro”.

A Safras & Mercado destaca que o mercado brasileiro de milho deve seguir atento ao cenário de preços no mercado internacional.

“O movimento de queda na CBOT pode contribuir para uma maior fixação de oferta por parte dos produtores, favorecendo um movimento de baixa nas cotações, ainda que a situação da safrinha esteja cada vez pior no Brasil devido à estiagem”, comenta o analista Fernando Henrique Iglesias, que segue: “Há aumento da fixação de oferta em vários estados, resultando em abrupta queda dos preços. Os consumidores passam a se ausentar do mercado neste momento, o que tende a favorecer nova queda das indicações”.

Para Iglesias, o clima ainda é uma preocupação recorrente, com chuvas irregulares em diversos estados do Centro-Sul. “A tendência é que a indicação de quebra da safrinha seja ainda maior ao final do mês”, avalia.

B3

Os preços futuros do milho tiveram uma quarta-feira baixista na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 0,19% e 0,4% ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 98,18 com perda de 0,27%; o setembro de 2021 valia R$ 96,52 com queda de 0,19%; o novembro de 2021 era negociado por R$ 97 com baixa de 0,24%; e o janeiro de 2022 tinha valor de R$ 98,70 com desvalorização de 0,40%.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, os grandes compradores brasileiros seguem de olho na safrinha e acompanhando as chuvas que voltaram na semana anterior e estão previstas para os próximos dias.

“Vai se definindo uma safrinha que, talvez, não seja tão ruim quanto o que se esperava, já que as perdas que vinham crescentes se amenizaram. Tem perdas? Tem, muito grandes em alguns produtores, mas agora a condição já melhora e a colheita é em poucos dias. Isso pesa no mercado”, pontua Brandalizze.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) também recuou nesta quarta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas de até 4,25 pontos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,58 com estabilidade; o setembro de 2021 valia US$ 5,67 com perda de 4 pontos; o dezembro de 2021 era negociado por US$ 5,39 com desvalorização de 4,25 pontos; e o março de 2022 tinha valor de US$ 5,45 com baixa de 4 pontos.

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última terça-feira, de 0,7% para o setembro de 2021; de 0,74% para o dezembro de 2021; e de 0,73% para o março de 2022.

Segundo informações da agência Reuters, os contratos futuros de milho dos Estados Unidos caíram acentuadamente na quarta-feira, com traders observando a venda por fundos de investimento à medida que os contratos de commodities despencavam nos principais pontos de suporte técnico.

A publicação destaca que quedas acentuadas no mercado de petróleo bruto desencadearam uma rodada de negociações sem risco por especuladores, que acumularam apostas otimistas em commodities agrícolas nos últimos meses devido a preocupações com a escassez de oferta.

“A energia está sendo despejada muito hoje. Todo mundo está nervoso com o que está acontecendo e estamos em liquidação”, disse o analista-chefe de mercado da Northstar Commodity, Mark Schultz.

Guilherme Dorigatti