Os contratos futuros de milho negociados em Chicago subiram nesta segunda-feira, 7, sustentados por preocupações sobre uma possível redução na oferta de safras sul-americanas danificadas pela seca.
Os mercados também estão se posicionando antes de previsões mundiais de oferta e demanda de grãos e oleaginosas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) que serão divulgadas nesta quarta-feira.
O vencimento do milho para março subiu 14,75 centavos, para US$ 6,3525 por bushel, registrando um aumento de 2,58%, seu maior ganho diário desde 4 de janeiro.
“Ainda temos preocupações com o clima na América do Sul, e a previsão deles não parece estar melhorando para as áreas que precisam melhorar”, disse o vice-presidente do Zaner Group, Ted Seifried.
As previsões meteorológicas mostram seca contínua em regiões de cultivo da Argentina e do Brasil para as próximas duas semanas, reforçando as recentes estimativas de safra reduzidas por consultorias privadas.
O relatório do USDA desta semana também deve mostrar oferta mais apertada de grãos, e safras menores no Brasil e na Argentina.
Na bolsa brasileira B3, os futuros também tiveram elevação. O contrato do milho com vencimento em março subiram de 2,48%, encerrando o dia a R$ 99,31 por saca de 60 kg. Já o com vencimento em maio teve uma alta de 2,43%, sendo negociado a R$ 96,80 por saca.
Christopher Walljasper
Com informações adicionais NovaCana