Os futuros de milho subiram para seus níveis mais altos em mais de uma semana nesta terça-feira, 9, diante de avaliações menores sobre as condições de safra dos Estados Unidos e preocupações de que o clima quente e seco no Meio-Oeste continue a afetar as lavouras.
O mercado também segue atento à retomada das exportações marítimas da Ucrânia, sob um acordo para um corredor seguro em tempo de guerra.
Os traders estão aguardando as previsões mensais de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) que serão divulgadas na sexta-feira.
Mas o clima e as condições da safra continuaram sendo uma preocupação primária para o mercado depois que o USDA reduziu sua avaliação para o milho em mais do que o esperado. O órgão disse que 58% do milho dos Estados Unidos estava em condições boas a excelentes até domingo, 3 pontos abaixo de uma semana antes e abaixo da estimativa média do mercado, de 60%.
Na Bolsa de Chicago, o contrato do milho para dezembro subiu 6,75 centavos, para US$ 6,14 por bushel.
“O avanço do milho está relacionado às condições da safra. O fato de estarmos em 58% (bom a excelente) agora, contra 64% há um ano, mostra que as condições estão diminuindo rapidamente”, disse o presidente da Global Commodity Analytics, Mike Zuzolo.
Partes do Meio-Oeste receberam chuva recentemente, mas a previsão de clima quente para a região nesta semana deve continuar pressionando as lavouras.
Na bolsa brasileira B3, o movimento também foi de elevação. O contrato de milho para setembro subiu 1,65%, para R$ 87,91 por saca de 60 quilos, enquanto o com vencimento em novembro teve alta de 1,53%, indo a R$ 90,10 por saca.
Karl Plume
Com reportagem de Gus Trompiz e Naveen Thukral; informações adicionais NovaCana