Os contratos futuros do milho negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) caíram nesta segunda-feira, 24, para uma mínima de oito meses depois que o governo norte-americano anunciou que a China cancelou algumas compras de suprimentos do grão dos Estados Unidos.
Os cancelamentos, que também pesaram sobre os contratos futuros de trigo e soja, destacaram as preocupações com a fraca demanda por exportações agrícolas dos EUA devido às grandes colheitas no Brasil, disseram operadores.
“Os Estados Unidos não são realmente muito competitivos e isso é um grande problema nesta época do ano”, disse o presidente da A/C Trading, Jim Gerlach. “Nós deveríamos estar movendo milho como loucos agora”.
Exportadores privados relataram que compradores chineses cancelaram compras totalizando 327 mil toneladas de milho, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos na manhã de segunda-feira.
Com isso, os contratos futuros de milho fecharam em baixa de 7,75 centavos na CBOT, indo a US$ 6,075 por bushel, depois de baterem US$ 6,0425 por bushel, o mais baixo valor em uma base contínua para o contrato mais ativo desde 18 de agosto, durante a sessão.
Na bolsa brasileira B3, por sua vez, o movimento também é de retração. Os futuros de milho para maio caíram 3,7%, para R$ 64,25 por saca de 60 quilos, enquanto o contrato para julho teve queda de 3,68%, indo a R$ 64,15 por saca.
Mark Weinraub
Com reportagem de Michael Hogan; informações adicionais NovaCana