Os preços do milho fecharam o pregão desta terça-feira, 13, em queda na B3, o mercado futuro brasileiro. Os contratos mais negociados encerraram o dia perdendo entre 0,22% e 1,22%, levando o setembro a R$ 95,55 e o janeiro a R$ 97,10 por saca, com o mercado realizando lucros depois das boas altas registradas na sessão anterior.
Já no interior do país, as cotações encontraram espaço para mais altas, com as principais praças de comercialização registrando ganhos de mais de 1% até 4,44%, como foi o caso de Dourados (MS), onde o preço foi a R$ 94 por saca. Os ganhos foram generalizados e encontram suporte não só no cenário apertado de oferta, mas também na leve alta registrada pelo dólar frente ao real.
Por sua vez, os indicativos dos portos seguiram estáveis em R$ 80 para o grão disponível em Paranaguá e R$ 100 em Santos, na referência de setembro de 2021.
A colheita da safrinha, como relata o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting, segue lenta e os negócios acontecem apenas pontualmente. “O produtor continua segurando as ofertas e grande parte do milho será colhido em agosto. Há muitos querendo comprar e poucos querendo vender”, explica.
Este movimento também dá suporte para as cotações no interior do Brasil. “Há atraso na safra e nada de negócios”, diz. “Teremos um mercado muito apertado de oferta para atender a demanda interna que deve ser recorde, em função do setor de rações, que deve crescer forte”, completa.
Na Bolsa de Chicago, os preços do milho também subiram e terminaram o pregão com altas de 6 a 8,25 pontos nos principais vencimentos. Boa parte destas altas vieram em função da preocupação com o clima nos Estados Unidos.
Segundo o último boletim diário do Commodity Weather Group (CWG), para julho o estresse causado pelas poucas chuvas e pelas altas temperaturas deverá alcançar cerca de 15% das áreas de soja e milho do Meio-Oeste americano. Os estados mais afetados pelas adversidades continuam sendo os do extremo norte e mais a oeste dos EUA, como as Dakotas, Minnesota, Nebraska, Iowa e Wisconsin.
Os mapas do CWG mostram que nos próximos cinco dias – de 13 a 17 de julho – devem ocorrer algumas chuvas pontuais nestes estados. No entanto, para os dois períodos seguintes – de 6 a 10 e de 11 a 15 dias – as chuvas deverão ficar abaixo da média em quase todo o cinturão.
A polinização do milho está em andamento nos EUA e, pelas redes sociais, os produtores norte-americanos já começam a relatar o desenvolvimento de suas safras e as preocupações que começam a aparecer.