Milho

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Milho se acomoda em preços mais baixos na B3 com proximidade da safrinha

Chicago cai na sexta-feira, mas fecha semana de alta


Notícias Agrícolas - Publicado: 24 Mai 2021 - 07:20

A sexta-feira, 21, chegou ao final com os preços do milho mais baixos no mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas valorizações apenas na praça de Amambai (MS).

Já as desvalorizações apareceram em Não-Me-Toque (RS), Panambi (RS), Ponta Grossa (PR), Cascavel (PR), Palma Sola (SC), Rio do Sul (SC), Dourados (MS), São Gabriel do Oeste (MS), Itapetininga (SP) e Campinas (SP).

De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “no mercado físico, os negócios seguem lentos, com compradores e vendedores lançando ofertas distantes”.

A consultoria Safras & Mercado relata que, “o mercado brasileiro de milho, após meses de avanços constantes nos preços, passa por um período de acomodação, com declínio nos valores do cereal”. Isso porque, a oferta melhorou em parte das praças o suficiente para pressionar as cotações.

As recentes chuvas e as precipitações previstas para o final de maio atenuam um pouco o quadro, mas segue a preocupação. “Alguma ocorrência de chuvas no Paraná, sul de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, infelizmente, não mudam o cenário trágico desta safrinha, mesmo porque nas demais regiões o quadro seguiu de seca continuada”, indica o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari.

B3

Os preços futuros do milho tiveram uma sexta-feira baixista na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 1,89% e 2,6% ao final do dia.

O vencimento em julho de 2021 foi cotado à R$ 94,78 com desvalorização de 2,6%; o setembro de 2021 valeu R$ 93,79 com perda de 2,4%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 94,77 com queda de 2,25%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 96,44 com baixa de 1,89%.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam quedas de 1,73% para o julho de 2021, de 1,17% para o setembro de 2021, de 0,04% para o novembro de 2021 e de 1,79% para o janeiro de 2022 na comparação com a última sexta-feira, 14.

“O destaque desta semana foi a perda de força do dólar em relação a outras moedas fortes, principalmente o euro. Isto coloca em xeque a paridade de exportação do milho no 2º semestre, caso esta tendência continue”, afirma a Radar Investimentos.

O analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, aponta que o mercado está vendo a B3 liquidando há duas semanas do começo da colheita da safrinha. “As primeiras lavouras que vem acabam assustando o mercado e os compradores saem do mercado”, explica.

Brandalizze comenta ainda que o milho está ao redor dos R$ 83 nos portos e isso não sustenta cotações acima dos R$ 100, como estava acontecendo. “O milho está se acomodando em patamares menores e tem espaço para cair mais. Não vamos consumir todo o milho da safrinha e vai ter muito milho para ser exportado”, diz.

Mercado externo

A bolsa de Chicago (CBOT) também recuou nesta sexta-feira para os preços internacionais do milho futuro. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 5 e 5,75 pontos ao final do dia.

O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,59 com queda de 5 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,73 com desvalorização de 5,75 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,46 com baixa de 5,5 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,53, com perda de 5 pontos.

Esses índices representaram recuos, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 0,75% para o julho de 2021, de 1,04% para o setembro de 2021, de 1,09% para o dezembro de 2021 e de 0,90% para o março de 2022.

Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam elevações de 2,49% para o julho de 2021, de 1,78% para o setembro de 2021 e de 0,74% para o dezembro de 2021 na comparação com a última sexta-feira, 14.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho testaram ganhos modestos no final desta manhã, mas não conseguiram permanecer no verde e caíram de forma constante durante as duas horas finais de negociação, terminando com perdas de mais de 1% após algumas vendas técnicas no final da sessão.

O consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, relata que o movimento de preços na Bolsa de Chicago parece normal diante de um mercado que estava precificado de forma exagerada para cima e foi corrigido após relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “O exagero se deve ao fato de que a safra norte-americana vai avançando bem e não há sinais de problemas à frente, ainda”, comenta.

Guilherme Dorigatti