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[Açúcar Update] Com mercado volátil, NY mantém resistência em 17 cents/lb

acucar-170516-1-mOs futuros de açúcar demerara fecharam em alta ontem na Bolsa de Nova York, depois de despencarem para abaixo do suporte de 16,50 cents por libra-peso

Agência Estado 3 min de leitura

Os futuros de açúcar demerara fecharam em alta ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), depois de despencarem para abaixo do suporte de 16,50 cents por libra-peso. Para agentes, a demanda gerada em torno desse patamar, aliada a poucas surpresas com o relatório da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), contribuiu para os ganhos dos contratos. Em uma semana esvaziada de participantes, que estão em Nova York para a Semana do Açúcar, a resistência se mantém em 17 cents/lb.

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Conforme a entidade, as usinas do Centro-Sul do Brasil processaram 36 milhões de toneladas de matéria-prima na segunda metade de abril (+33%) e 69 milhões de toneladas considerando todo o abril (+72%), primeiro mês da temporada 2016/17. A produção de açúcar ficou em 1,80 milhão de toneladas na quinzena (+71,5%) e em 3,2 milhão de toneladas no acumulado da safra (+124%).

Para João Paulo Botelho, da INTL FCStone, esses dados vieram em linha com o esperado. "Apenas mix e ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) vieram acima, mas nada exagerado", acrescentou. A parcela de cana destinada ao açúcar foi de 43% na quinzena e o nível de sacarose nas plantas alcançou 122,57 kg por tonelada.

Mesmo assim, o mercado de açúcar opera sensível por causa do saldo comprado recorde por fundos e especuladores. Segundo a Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), a posição é de expressivos 250 mil lotes comprados - de modo que qualquer "espirro" pode desencadear uma liquidação. Para alguns agentes, o gatilho para tanto está acima de 17 cents/lb, nível atrativo para uma realização de lucros.

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De acordo com Arnaldo Luiz Corrêa, diretor da Archer Consulting, a volatilidade recente no mercado se deve "ora aos números de moagem no Centro-Sul, ora à instabilidade dos números pipocados de Tailândia e Índia, ora porque os fundos não indexados estão comprando de maneira irracional".

Ontem, por exemplo, julho avançou 15 pontos (0,90%) e encerrou em 16,89 cents/lb, mas no meio do dia bateu mínima de 16,38 cents/lb (menos 36 pontos) e máxima de 16,92 cents/lb (mais 18 pontos). Outubro subiu 13 pontos (0,77%) e terminou em 17,12 cents/lb. O spread julho/outubro variou 25 para 23 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

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O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) fechou a segunda-feira em R$ 75,43/saca (+0,73%). Em dólar, ficou em US$ 21,58/saca (+1,46%). A moeda norte-americana fechou em R$ 3,5054 (-0,61%), perto dos níveis que já vem rondando.

Conforme o centro de estudos, a venda do açúcar cristal no mercado spot paulista continua sendo mais vantajosa frente às exportações, mesmo com as altas no mercado internacional. "Desde a segunda quinzena de outubro de 2015, o mercado de São Paulo remunera mais que a exportação. No período de 9 a 13 de maio, cálculos do Cepea mostram que as vendas de açúcar cristal no spot paulista remuneraram 3,6% mais que as externas", destacou o Cepea em relatório antecipado ao Broadcast Agro.

Enquanto a média semanal do Indicador de Açúcar Cristal Cepea/Esalq foi de R$ 75,19/saca, as cotações do contrato julho na ICE Futures US equivaleriam a R$ 72,58/saca.

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