Açúcar: Exportação

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[Açúcar Update] Mercado de açúcar em NY bate nível mais alto em 18 meses


Agência Estado - Publicado: 13 Mai 2016 - 10:13

A previsão de chuvas nas regiões produtoras de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil pode ter impulsionado ontem os contratos futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). No fim do pregão, as cotações bateram máximas consecutivas, alcançando o nível mais alto dos últimos 18 meses.

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Segundo a meteorologia, o tempo deve mudar nesta semana, com previsão de chuvas até o início da semana que vem em áreas do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e sul de Minas. Na sequência, uma outra frente fria pode se deslocar do Sul para o Sudeste, trazendo mais água, entre os dias 21 e 23.

"O tempo corria perfeito (nestas primeiras semanas de colheita da safra 2016/17, iniciada em abril). As chuvas podem atrapalhar os trabalhos, o que é motivo de preocupação", informa o diretor de Commodities, Michael MacDougall, do Banco Société Générale.

Mas não é só no Brasil que o clima causa temores. A Tailândia, segundo maior produtor global, atrás apenas do Brasil, atravessa período de estiagem. A temporada de chuvas estaria cerca de sete semanas atrasada, prejudicando produtores que realizam o replantio dos canaviais. "Espera-se uma temporada de chuvas normal, mas esse atraso preocupa", diz MacDougall.

Com a alta dos futuros de demerara ontem, os spreads, principalmente julho/outubro estreitaram ainda mais, igualando o nível máximo dos dias 4 e 5 passados.

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MacDougall acrescenta que o movimento altista tem como pano de fundo o déficit da oferta global de açúcar. A produção deve ser menor do que a demanda na atual safra 2015/16, que se encerra em 30 de setembro, alcançando até 10 milhões de t, dependendo da fonte de consulta.

O comportamento do dólar tem ficado em segundo plano nos últimos pregões. O real perdeu força ante o dólar ontem, em movimento de realização de lucro. Segundo analistas, a moeda norte-americana avançou puxada pela venda integral do lote de swap reverso pelo Banco Central, pela perda de força do petróleo no exterior, além da percepção de que, mesmo com um novo governo, o País poderá demorar para crescer.

O mercado de demerara em Nova York trabalhou no terreno negativo em boa parte do pregão de ontem, mas virou e marcou máximas consecutivas no fim da sessão. O vencimento julho fechou em alta de 1,25% (21 pontos), a 16,98 cents. A máxima foi de 17,00 cents (mais 23 pontos). A mínima bateu 16,57 cents (menos 20 pontos).

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou ontem a R$ 75,13/saca (-0,13%). Em dólar, o preço ficou em US$ 21,65/saca (-0,82%).

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