Os produtores de açúcar da França podem não se beneficiar totalmente do recente aumento nos preços do adoçante devido ao menor teor de açúcar na safra de beterraba que está sendo colhida e também diante dos altos preços da energia que devem aumentar os custos de produção, disseram os produtores.
Os preços globais do açúcar estão próximos das máximas de quatro anos, impulsionados pelas perspectivas de um grande déficit global de açúcar nesta temporada, após uma colheita ruim no maior produtor, o Brasil. Os preços do etanol também subiram, indo na esteira do petróleo.
A colheita de beterraba está a todo vapor no maior produtor da União Europeia e deve durar até dezembro.
Espera-se que a produção de beterraba se recupere 30% no país depois de uma safra extremamente pobre de beterraba no ano passado devido aos ataques de pragas, disse o ministério da agricultura na semana passada.
Mas a falta de sol e de clima quente levou a um teor de açúcar menor do que o esperado e a fortes chuvas pouco antes de uma colheita da beterraba encharcada, o que exigirá mais transporte e mais secagem em uma época de alta nos preços do gás natural. As fábricas de açúcar são grandes consumidoras de gás.
“Os preços de mercado estão subindo, mas realmente precisamos disso e parte desse aumento será, ou pelo menos pode, ser apagado pelo efeito do teor de açúcar e pelo efeito do gás”, disse o diretor europeu de açúcar da principal produtora francesa, Tereos, Olivier Leducq, em uma entrevista por telefone.
Sybille de La Hamaide