Pressionadas pelo avanço da colheita da safra verão e sobretudo pela menor demanda, as cotações do milho caíram nos últimos dias, afirma o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
“Além disso, a desvalorização externa reduziu a paridade de exportação, reforçando as quedas dos preços domésticos”, complementa, em nota.
Segundo pesquisadores do Cepea, compradores esperam que a entrada da safra de verão limite novas altas, enquanto muitos vendedores acreditam em recuperação nos próximos meses. “De fato, os contratos negociados na B3 apontam valores médios próximos de R$ 70 por saca de 60 kg para o segundo semestre”, observam.
Eles ainda afirmam que a produção brasileira deve ser menor na atual temporada, tendo em vista as adversidades climáticas enfrentadas durante a safra verão e a perspectiva de redução na área semeada em 2023/24. “No entanto, voltou a chover em parte das regiões, gerando expectativas de certa recuperação nas condições das lavouras”, completam.
Em 12 de janeiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 67,24 por saca de 60 quilos, queda de 4,6% ante o encerramento da semana anterior (R$ 70,47 por saca).
Com informações adicionais NovaCana