Apesar de ter registrado apenas mudanças marginais nos preços do mercado mundial em abril tanto no caso do açúcar refinado quanto no bruto, a média mensal do Prêmio Nominal de Açúcar Branco foi reduzida para US$ 54,01 por tonelada. De acordo com a Organização Internacional do Açúcar (OIA), esta é a menor marca "plurianual" do diferencial obtido entre o Índice de Preços do Açúcar Branco (ISO) e o Preço Diário (ISA).
Em março, o prêmio nominal encerrou em US$ 61,04 por tonelada e, em abril do ano passado, a OIA tinha ressaltado em seu relatório mensal que a única evolução positiva dos preços durante aquele mês havia sido justamente o aumento de 9,45% na margem, para US$ 71,82 por tonelada.
"Um nível severamente deprimido do prêmio de açúcar branco confirma uma abundância contínua de açúcar branco", comentou, por meio de seu relatório mensal, a instituição que tem sede na capital britânica. A oferta em excesso, conforme a instituição, pode ser atribuída a grandes safras em dois grandes exportadores asiáticos de açúcar refinado: a Tailândia e a Índia.
A queda dos prêmios, ainda de acordo com a OIA, forçaram a Al Khaleej Sugar, a maior refinaria de açúcar do mundo, a suspender novamente, em abril, operações em suas instalações de Dubai.
Célia Froufe