Consultoria destaca moagem acelerada e clima seco no Centro-Sul; crescimento esperado para o etanol de milho também foi diminuído
O maior volume de cana-de-açúcar esperado para a safra 2020/21 pode não ser tão grande assim. Em uma atualização de suas projeções, a consultoria MB Agro afirmou que espera um crescimento de 0,9% na oferta da matéria-prima em relação à safra anterior, totalizando 595 milhões de toneladas. O montante representa uma queda ante as 600 milhões de toneladas estimadas em abril.
Além disso, segundo sócio diretor da consultoria, Alexandre Figliolino, o número pode cair ainda mais. De acordo com ele, há a possibilidade de que os dias muito secos registrados em abril e no início de maio prejudiquem a temporada. “São esperadas quebras no terço final de safra e, provavelmente, essa moagem pode ser um pouco menor”, afirma.
Figliolino divulgou as projeções atualizadas da consultoria para a safra 2020/21 de cana-de-açúcar no Centro-Sul durante webinar realizado pela XP Investimentos no final de maio.
Segundo ele, o rendimento dos canaviais deve crescer 2,1% no comparativo anual, chegando a 79,1 t/ha. Já a oferta de açúcar total recuperável (ATR) deve ser de 82,4 milhões de toneladas, acompanhando o crescimento da moagem.
A princípio, a MB Agro não projeta uma melhora na qualidade da cana, que ficará estável em 138,5 kg de ATR por tonelada moída. Porém Figliolino aponta que os resultados das três primeiras quinzenas da safra vão em outra direção.
Saiba mais sobre as projeções da MB Agro para a safra 2020/21 de cana no texto completo (exclusivo para assinantes).
O maior volume de cana-de-açúcar esperado para a safra 2020/21 pode não ser tão grande assim. Em uma atualização de suas projeções, a consultoria MB Agro afirmou que espera um crescimento de 0,9% na oferta da matéria-prima em relação à safra anterior, totalizando 595 milhões de toneladas. O montante representa uma queda ante as 600 milhões de toneladas estimadas em abril.
Além disso, segundo sócio diretor da consultoria, Alexandre Figliolino, o número pode cair ainda mais. De acordo com ele, há a possibilidade de que os dias muito secos registrados em abril e no início de maio prejudiquem a temporada. “São esperadas quebras no terço final de safra e, provavelmente, essa moagem pode ser um pouco menor”, afirma.
Figliolino divulgou as projeções atualizadas da consultoria para a safra 2020/21 de cana-de-açúcar no Centro-Sul durante webinar realizado pela XP Investimentos no final de maio.
Segundo ele, o rendimento dos canaviais deve crescer 2,1% no comparativo anual, chegando a 79,1 t/ha. Já a oferta de açúcar total recuperável (ATR) deve ser de 82,4 milhões de toneladas, acompanhando o crescimento da moagem.

A princípio, a MB Agro não projeta uma melhora na qualidade da cana, que ficará estável em 138,5 kg de ATR por tonelada moída. Porém Figliolino aponta que os resultados das três primeiras quinzenas da safra vão em outra direção.
“Estamos moendo mais cana e essa cana está bem mais rica do que estava na mesma altura do ano passado. Estamos produzindo uma quantidade de ATR muito maior”, afirma. Segundo o consultor, o clima seco proporcionou uma aceleração no ritmo da moagem: “Tivemos um crescimento, nas três quinzenas, de 31% na quantidade de ATR. Então, até mesmo um ligeiro crescimento na produção de etanol está sendo observado, tanto de anidro quanto de hidratado”.
Em relação aos principais produtos do setor sucroenergético, Figliolino estima que 45,8% da matéria-prima seja direcionada para a fabricação de açúcar – 11,5 pontos percentuais acima do resultado visto em 2019/20. Com isso, o volume de adoçante deve aumentar 34,6% no comparativo anual, chegando a 36 milhões de toneladas. “É um crescimento espetacular da produção de açúcar”, garante.
Consequentemente, a produção de etanol de cana deve cair 17,8% ante a safra passada, com 26 bilhões de litros. Para a MB Agro, a redução deve ser mais acentuada para o hidratado, já que o volume estimado de 17,1 bilhões de litros representa uma queda anual de 22,9%. Por sua vez, a produção de anidro deve diminuir 5,9% segundo a consultoria, ficando em 8,9 bilhões de litros.

Já para o etanol de milho, a consultoria espera um crescimento de 10,9% na produção. Com isso, o setor deve chegar a 0,5 bilhão de litros de anidro e 1,3 bilhão de litros de hidratado, somando 1,8 bilhão de litros. “Este é um pequeno crescimento para o etanol de milho; é muito menor do que se estimava inicialmente”, observa Figliolino.
Desta forma, no total, a oferta de etanol no Centro-Sul durante a safra 2019/20 deve chegar a 27,8 bilhões de litros, com 18,4 bilhões de hidratado e 9,4 bilhões de anidro.
Renata Bossle – NovaCana