O milho subiu pelo sexto dia consecutivo em Chicago, a caminho do rali mais longo desde que a invasão russa da Ucrânia abalou os mercados agrícolas, com as safras de alguns dos principais produtores do mundo ameaçadas pelo mau tempo.
Um tour pelas plantações americanas esta semana destacou o impacto que o calor extremo causou às lavouras em partes do centro-oeste. Uma seca na China também ameaça a safra de grãos, enquanto na União Europeia os campos de milho sofrem com o que pode ser a pior seca da região em 500 anos.
O clima extremo pressiona a produção global em um momento em que a guerra na Ucrânia mantém os embarques de grãos do país em apenas metade ritmo da safra passada e impede que os produtores realizem a colheita em alguns campos. Os contratos futuros de milho subiram cerca 9% em seis dias, e atingiram uma máxima de quase dois meses na quarta-feira.

“A confirmação de uma safra ruim em Dakota do Sul pelo tour, além de preocupações contínuas com uma safra europeia pequena, ajudaram a sustentar os preços”, segundo a Hightower Report. “O mercado também continua preocupado com o fato de que, se as colheitas na região central da China forem ruins, a China poderá importar mais grãos para ração animal”.
O tour Pro Farmer nos EUA passou por Iowa e Illinois na quarta-feira. Estes são dois dos maiores estados produtores de milho do país e podem dar uma visão mais clara de como será a safra do país.
Megan Durisin