Na terceira edição do NovaCana Ethanol Conference, o presidente da SCA encarou novamente o desafio de traduzir as complexidades que afetam os preços do etanol para as usinas
Um ano atrás, quando Martinho Ono subiu ao palco do NovaCana Ethanol Conference, ele apresentou um mercado de etanol em rápida transformação, com variáveis inéditas afetando o setor sucroenergético. A principal delas era a nova política de preços da Petrobras. Na terceira edição da conferência, realizada no mês passado, o presidente da SCA encarou novamente o desafio de traduzir as complexidades que afetam os preços do etanol para as usinas.
Desta vez, as variáveis já não são mais inéditas, mas os efeitos, sim. Ono, de forma embasada, mostra os efeitos das transformações do Brasil sobre o setor sucroenergético. Nas palavras dele, quando o assunto é o comportamento dos preços, este é um ano “totalmente atípico em relação às outras safras”.
Ele ainda mergulha em diversos outros tópicos, desde a mudança nas preferências dos consumidores envolvendo o ciclo Otto até o envio de etanol da região Centro-Sul para o Nordeste. Ono também traz os aspectos que mais o preocupam quando analisa os indicadores econômicos da comercialização desta safra.
Ainda que, politicamente, o futuro permaneça incerto, o executivo faz suas previsões de preço para a entressafra. E vai além: “Para quem gosta de emoção, nós estamos colocando a nossa curva de preço para essa safra. [...] Estamos com projeção de preço que, talvez, para alguns, seja pessimista, mas outros podem considerar uma projeção otimista”. Segundo ele, a curva é baseada no preço de gasolina internacional, em perspectivas de câmbio e, especialmente, na projeção de demanda.
Sobre a incógnita dos estoques, o presidente da SCA apresenta sua projeção e analisa como serão consumidos os volumes recordes de etanol hidratado armazenado pelas usinas brasileiras.
Para encerrar sua apresentação, Ono deu seu parecer sobre a venda direta de etanol das usinas para os postos, sem a obrigação do intermédio das distribuidoras.
O texto completo e todos os detalhes da visão do analista estão apresentados abaixo.
Um ano atrás, quando Martinho Ono subiu ao palco do NovaCana Ethanol Conference, ele apresentou um mercado de etanol em rápida transformação, com variáveis inéditas afetando o setor sucroenergético. A principal delas era a nova política de preços da Petrobras. Na terceira edição da conferência, realizada no mês passado, o presidente da SCA encarou novamente o desafio de traduzir as complexidades que afetam os preços do etanol para as usinas.
Desta vez, as variáveis já não são mais inéditas, mas os efeitos, sim. Ono, de forma embasada, mostra os efeitos das transformações do Brasil sobre o setor sucroenergético. Nas palavras dele, quando o assunto é o comportamento dos preços, este é um ano “totalmente atípico em relação às outras safras”.
Ele ainda mergulha em diversos outros tópicos, desde a mudança nas preferências dos consumidores envolvendo o ciclo Otto até o envio de etanol da região Centro-Sul para o Nordeste. Ono também traz os aspectos que mais o preocupam quando analisa os indicadores econômicos da comercialização desta safra.
Ainda que, politicamente, o futuro permaneça incerto, o executivo faz suas previsões de preço para a entressafra. E vai além: “Para quem gosta de emoção, nós estamos colocando a nossa curva de preço para essa safra. [...] Estamos com projeção de preço que, talvez, para alguns, seja pessimista, mas outros podem considerar uma projeção otimista”. Segundo ele, a curva é baseada no preço de gasolina internacional, em perspectivas de câmbio e, especialmente, na projeção de demanda.
Sobre a incógnita dos estoques, o presidente da SCA apresenta sua projeção e analisa como serão consumidos os volumes recordes de etanol hidratado armazenado pelas usinas brasileiras.
Para encerrar sua apresentação, Ono deu seu parecer sobre a venda direta de etanol das usinas para os postos, sem a obrigação do intermédio das distribuidoras.
Confira a palestra na íntegra:
Estamos vemos uma mudança de comportamento bem diferente dos outros anos no Ciclo Otto. A gente costumava dizer que o Brasil crescia no consumo de combustível do Ciclo Otto em torno de 2% a 3% acima do PIB e agora há uma reversão nesse quadro, com números negativos em relação a qualquer projeção de PIB que nós temos visto, especialmente do meio do ano passado para cá.
Este ano, em particular no Ciclo Otto, a gente vê uma mudança no perfil de vendas, uma predominância no mercado de etanol hidratado. E um prejuízo no mercado de gasolina. Quem fez contrato de anidro está percebendo o quanto a gente está reduzindo o mercado de gasolina no dia a dia. O volume contratado vem atendendo com sobra, com excedente esse suprimento.
O Nordeste que, nos dois últimos anos, veio suprindo basicamente a sua necessidade no mercado internacional, volta a fazer a busca de produto aqui no Centro-Sul. Vários volumes de cabotagem e outros por via terrestre estão acontecendo para o Nordeste. A arbitragem com o pagamento de 20% de imposto fica proibitiva atualmente. E aí o volume do que é excedente à cota que está isenta da taxa de importação vai vir aqui do Centro-Sul.
O futuro nosso que é muito incerto. Tem uma incerteza política que é muito grande com relação às eleições que estão para acontecer. Quiçá daqui a mais 30, 40 dias nós já tenhamos uma situação mais clara, definida. E aí tem a grande dúvida de como será a política de preço com, talvez, o novo presidente da Petrobras e a própria presidência dando um novo ritmo de preço para o Brasil. Todos esses são partes da dinâmica que a gente está vivendo nesse instante.
Neste ano, vendo as oscilações de preço, é um ano totalmente atípico em relação às outras safras. Em pouco mais de três semanas, nós saímos de uma entressafra com preço lá em cima e derrubamos em R$ 300/m³. Passou-se três semanas, nós estávamos recuperando esse preço e voltamos quase ao nível do início da safra. Aí veio o efeito da greve dos caminhoneiros, levou a praticamente ao mesmo nível [do início da safra] e de lá, a gente veio sofrendo com uma queda brusca de preço novamente.
Então, em pouco mais de quatro meses de safra, nós tivemos um solavanco de um preço que caiu de uma forma muito forte, recuperou de uma forma inesperada, caiu novamente e, agora, a gente está vendo uma reconstrução do preço. Quer dizer, a dúvida que temos agora é: para que sentido vai a curva? Nós vamos ficar mantendo a curva de preço acima de R$ 2 que o mercado alcançou agora ou nós vamos ter novos solavancos? Todas as incertezas ainda estão no ar.
[Nota NovaCana: Nas semanas seguintes à palestra do Martinho Ono, os preços do etanol continuaram sua trajetória de elevação, puxado especialmente pelo preço do petróleo em alta. As perguntas levantadas pelo palestrante continuam relevantes, no entanto, e parece haver uma expectativa de que os preços do petróleo continuarão elevados.]
Com relação ao preço de gasolina, no mercado de São Paulo você vê o que foi o preço de bomba em São Paulo na linha azul, no ano passado, e o que está sendo o preço este ano. Dá para realmente ver uma relação de preço muito maior a partir de junho, com uma diferença superior a R$ 1 na bomba no estado de São Paulo de um ano contra outro.
Por outro lado, no etanol a gente não tem essa dispersão. E aí está a resposta de porquê o Ciclo Otto está sendo dominado hoje pelo mercado de hidratado. Agora no final de agosto a gente tem o preço do hidratado na bomba no mesmo nível que a gente tinha um ano atrás. E a gasolina está R$ 1 mais cara do que um ano atrás. Aí, a gente está vendo o etanol com R$ 1,80, R$ 1,90 de diferença nas nossas bombas e com uma paridade inferior a 60%, algo que a gente não via a mais de cinco anos.
Se a gente olhar em termos de preços futuros, só para ter uma ideia de como está o preço da gasolina internacional, como está o petróleo, a gente vê que nos últimos 10 dias a precificação média ficou por volta de R$ 8-8,5 g. É importante a gente olhar o quadro futuro, a gente pode ter uma segurança que, se mantendo a política que nós estamos vendo neste governo, nós teremos uma gasolina valorizada no país. O que nos indica, olhando o petróleo internacional, um preço, provavelmente, superior a R$ 4 para o resto da safra.
[Nota NovaCana: Nas semanas seguintes à palestra, o preço do petróleo disparou, reforçando a relevância da análise.]
Colocando um farol sobre os preços futuros na BM&F em São Paulo, a gente enxerga que os preços alcançarão R$ 2,22 durante a entressafra. Existe uma enorme quantidade de contratos em aberto, mais de mil contratos por tela.
Sobre vendas e preços, nos primeiros sete meses do ano, há uma recuperação do mercado de hidratado. Ou seja, nós estamos 40% melhor em vendas acumuladas nos primeiros sete meses do ano versus o ano passado. Saímos de 6,9 para 9,7 [bilhões de litros]. E no último mês de julho contra julho, 52% de crescimento de etanol no Brasil.
Por outro lado, a gasolina paga a conta. Nós temos, julho contra julho com 19% negativo, 2,9 bilhões de litros. Mas fazia muito tempo que a gente não via uma demanda de gasolina inferior a 3 bilhões de litros no mês. Isso está acontecendo agora. No acumulado, nós estamos com um número de 26,7 contra 22,1 bilhões de litros, um recuo de 13% nas vendas de gasolina no Brasil.
O que mais nos preocupa é que estamos nos primeiros sete meses do ano com uma retração de quase 5% no Ciclo Otto. O Brasil cresceu, timidamente, mas deu um ágio positivo no PIB com o Ciclo Otto recuando 4,7%. Por mais que nós sejamos otimistas, a projeção que nós temos para essa safra é de que vamos provavelmente mergulhar em 2,5% a 3% negativo.
No primeiro instante, a gente olhou um negativo muito forte, de maio contra maio, logicamente justificado pela greve. Mas isso ocorreu novamente, um negativo bastante forte da ordem de 6% no mês de julho e, agora, em julho, o último dado divulgado na sexta-feira pela ANP, esse número forte está novamente negativo. Esperamos que agosto tenha sido um pouco melhor.
[Nota NovaCana: Os números de agosto foram divulgados nesta semana e tiveram uma recuperação. No entanto, ela foi restrita e o consumo do ciclo Otto permaneceu abaixo dos últimos dois anos para o mês.]
Um dado interessante que a gente sempre faz na SCA: temos atualmente, no Brasil, 66% de frota, ou seja, que se encontra com paridade inferior ao que todo mundo diz ser o ponto de equilíbrio. E nós temos 78% de frota nacional com preços de etanol com diferença superior a R$ 1. Pelo lado econômico, nós podemos dizer que o etanol, hoje, atende a praticamente quase 80% do território nacional, que poderia estar usando etanol.
Mas nós temos uma frota que, até junho, somente 27,3% usam etanol hidratado. Então, não é a vantagem econômica que faz o consumo subir. Isso aqui cabe uma reflexão, pois há um gap muito grande de 27% para 66% ou mesmo 78% para se alcançar a utilização. E aí acho que tem muito do programa RenovaBio, do processo de comunicação que possa, provavelmente, levar o consumidor brasileiro a utilizar mais o combustível renovável.
Esse número cresce na região Centro-Sul para 33%. Esse é um número que, este ano, provavelmente, nessa velocidade que nós estamos vendendo o hidratado, podemos alcançar no Centro-Sul 40%, no Brasil 33%. O fato é que no mês de julho último, nessa série histórica que nós estamos colocando, batemos um recorde no Centro-Sul de 33,2%.
[Nota NovaCana: Em agosto, de acordo com os dados divulgados no início desta semana pela ANP, este percentual alcançou um novo recorde: 35%.]

O Nordeste ainda é muito tímido. Você vê uma participação que não alcança dois dígitos, nós estamos saindo de um patamar de 4% e agora estamos com 8%, mas é muito pequena a participação no mercado do Nordeste, com uso de etanol hidratado no Ciclo Otto.
Aqui eu fiz um apanhado dos primeiros sete meses, o que cada estado representou em termos de venda de gasolina contra o ano passado. O hidratado e o Ciclo Otto, olhando pela coluna da gasolina, praticamente todos os estados do Brasil têm uma participação negativa, liderada pelo Rio de Janeiro. Tem Minas Gerais também com 21% justificada pelo crescimento do hidratado. O Centro-Sul, portanto, perde 15% da demanda de gasolina, justificado principalmente pela maior venda de etanol hidratado.
E o Brasil perde 13% por conta disso. Por outro lado, o etanol hidratado tem um crescimento grande, você vê o Brasil respondendo bem melhor, com 40,5%, o Centro-Sul já ficou com quase 38%. O Distrito Federal, a grande surpresa, com 300%. Mas Brasília mostra uma demanda que vem crescente, é o maior estado brasileiro em termo de crescimento de etanol. É verdade que a base era muito pobre, mas isso mostra um crescimento acentuado.
No total do Ciclo Otto a gente percebe o Rio de Janeiro com o maior prejuízo de demanda para o Ciclo Otto, somando gasolina mais hidratado, com 12,4% de negativo. O DF perde 8,5%, Minas Gerais 6,5%. Praticamente todos os estados do Brasil perdem no Ciclo Otto. O Brasil com 4,7% e o Centro-Sul com 5,2%.
Qual é o consumo per capita de hidratado por veículo? E por estado? O estado que continua liderando é o Mato Grosso. Cada automóvel do Mato Grosso consome 153 litros de etanol por mês e na lanterna dessa amostra está o Rio Grande do Sul com 2 litros de etanol por mês. No gráfico, de novo, o Distrito Federal teve performance que mostra um crescimento de 89% em relação ao ano passado. Na sequência, Mato Grosso, Goiás, São Paulo. Minas Gerais, uma bela surpresa. No último mês, ultrapassou a barreira de 200 milhões de venda de etanol por mês. É um excelente número, o segundo estado maior em termos de frota, uma crescente bastante interessante.
Esse quadro mostra os preços da gasolina e do etanol médios, por estado. Na terceira coluna, você vê o percentual de frota que cada um desses estados possui. São Paulo com 33,8%, Minas Gerais com praticamente 11%. Até ali no Tocantins, a gente tem etanol com paridade menor que 70%. E, na última coluna, todos os estados que tem uma precificação de etanol superior a R$ 1.
A relação de paridade, de preços e a diferença absoluta: aqui o exemplo é São Paulo. Ano passado nós tangenciamos a linha azul. A venda mais ou menos a 70%. Este ano, chegamos a 57%, com a diferença de R$ 1,80 nos preços. Só para mostrar o quanto estamos competitivos com a energia renovável no Brasil.
Nos dois últimos anos, nós tivemos um trade negativo. Tudo leva a crer que, neste ano, nós teremos uma inversão com exportação maior que importação. Até agora, não mostra esses números, mas, provavelmente, veremos.
O hidratado está com praticamente 20 bilhões de litros de etanol de cana, mais 500 [milhões], mais ou menos, de etanol de milho. Isso dá uma tranquilidade grande em termos de suprimento, vis a vis o estoque que nós temos atualmente.
Falando de estoque, eu acho que isso é uma grande incógnita, é uma dúvida que ainda temos. Aqui nós temos um gráfico onde, nas últimas quatro safras, vocês veem como foi a evolução de estoque que nós tivemos de etanol anidro mais hidratado na região Centro-Sul e como o preço se comportou.
Eu gostaria de chamar a atenção para 2014/15, pelo mês de outubro nós alcançamos um pouco mais de 10 bilhões de litros de álcool e nós tivemos uma redução pressionada pela oferta maior, fruto de um estoque que não atendia o mercado naquela oportunidade. Uma pressão de preço que, a partir de novembro, tivemos uma recuperação de preço. Então, o que o setor viu de estoque máximo de etanol foi exatamente na safra 2014/15, com volume superior a 10 bilhões de litros.
E o que vai acontecer nessa safra? Essa é a nossa projeção. É que, na segunda quinzena de setembro, nós deveremos alcançar um volume superior a 11 bilhões de litros de etanol na região Centro-Sul. É lógico que, a partir de 2014/15 para cá nós tivemos uma ampliação de tancagem, especialmente fora do sistema – a gente vê a Cofco, a Copersucar com terminal e alguns outros armazéns que existem distribuídos.
Mas, de qualquer forma, temos dúvidas se nós superamos essa dificuldade que vimos recentemente. Nós estamos caminhando para um estoque recorde, que o setor nunca viu. Estamos atentos a este mês, se veremos esse cenário, de maior produção e maiores estoques.
[Nota NovaCana: Os últimos dados de estoques foram divulgados há cerca de 20 dias e mostraram que a curva de crescimento se manteve e o volume armazenado de etanol atingiu um novo recorde: 9,5 bilhões de litros em agosto, em linha com a projeção apresentada no gráfico.]
Para quem gosta de emoção, nós estamos colocando a nossa curva de preço para esta safra. Até agosto já foi performado. E isso indica a Esalq média. Estamos aí com projeções de preço que talvez sejam pessimistas, pra alguns seja otimista. Basicamente, nós fizemos essa curva baseada em preço de gasolina internacional, câmbio e, especialmente, fazendo uma necessidade de demanda que precisamos.
Até novembro, dezembro, vamos vender muito etanol com uma relação de paridade bastante competitiva e, provavelmente, no primeiro trimestre do ano, nós vamos fazer com que as vendas sejam calibradas vis a vis o nível de estoque que nós teremos. Essa linha vermelha lá em cima, pontilhada, representa o preço do etanol anidro importado pagando tributação e hidratando ele aqui. Quer dizer que o teto do nosso preço, o produto importado, chegaria a, mais ou menos, R$ 2,50-R$2,55. E o mercado interno chegaria ao máximo de R$ 2,40 na nossa projeção, baseado na curva de preço que nós estamos trabalhando.
Sobre as incertezas políticas, a gente está fazendo um exercício que é: se a gente tiver câmbio em R$ 3,40 a R$ 4,50 – e aí tem a paridade de 65% a 78% – vocês podem ver, pelo candidato que vocês quiserem para presidente, qual é o nível de preço que nós teremos lá na frente.
Vai do mais conservador ao mais agressivo tem a bolsa para capitalizar nos 70%, você vai de R$ 2,15 até R$ 2,70, depende muito de quem estiver no poder.
Uma rápida palavra sobre a venda direta. Só para dizer o seguinte: logicamente que a parte tributária é muito importante. Mas a nossa visão é que a aprovação da venda direta vai desestimular todos os elos da cadeia de comercialização que estão hoje postos, vai inibir novos investimentos e, fundamentalmente: o consumidor não vai levar essa vantagem na bomba.
Não vai levar porque qualquer posto de gasolina hoje, que eventualmente venha a adquirir um produto mais econômico, vai precificar na bomba atrás de um lucrozinho e aí não vai ter o preço que a gente quer. É utopia. Para mim, é uma proposta que está colocada, tem um apelo bastante popular aparentemente, mas que, em termos de benefícios para a sociedade, não levará.
NovaCana














