Como será o desenvolvimento da produção de cana no Brasil de hoje até a safra 2022/23? O Ministério da Agricultura tentou responder essa questão frente aos outros produtos do agronegócioPara o Ministério da Agricultura (Mapa), a cana-de-açúcar pode ser a terceira cultura que mais crescerá em produção no Brasil e a moagem pode ultrapassar 1 bilhão de toneladas. Em relação a área plantada, a competição será com a soja.
Veja os detalhes da projeção e mais:
- As estimativas e os comentários do Mapa
- Soja X Cana: gráfico comparativo com o desenvolvimento das duas culturas até a safra 2022/23.
- Açúcar: produção, consumo e exportação para os próximos dez anos
- Tabela comparativa com o crescimento da produção de cana, açúcar e as principais produtos do agronegócio
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a moagem de cana-de-açúcar no Brasil deve crescer entre 41,4% e 74,5% nos próximos dez anos, alcançando entre 833 milhões e 1,028 bilhões de toneladas na safra 2022/2023. O crescimento mínimo previsto corresponde a aproximadamente o dobro do crescimento mínimo da produção de milho e soja (grão, farelo e óleo).
Segundo as projeções mais otimistas do Mapa para todas as culturas, a cana deve ser o terceiro produto do agronegócio que mais crescerá no Brasil, perdendo apenas para o trigo e o algodão, cuja produção na última safra não foi muito expressiva nacionalmente. Veja tabela ao lado.
Para chegar a estes volumes de produção, será necessário também ampliar a área de plantio de cana. Sobre isso, as projeções do Mapa são de que a cana-de-açúcar deverá ocupar entre 12 e 14,4 milhões de hectares em 2023, o que significa que a expansão será de 2,2 a 4,57 milhões de hectares.
A estimativa foi divulgada no relatório intitulado "Projeções do Agronegócio", publicado no final de junho pelo ministério. O documento refere-se a cana ao tratar da expansão do plantio de soja, por considerar que as duas culturas "competem por área no Brasil". Veja gráfico abaixo.

O relatório explica que a "expansão deve ocorrer em áreas de grande potencial produtivo, como as áreas de cerrados compreendidas na região que atualmente é chamada de Matopiba [compreendida entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]". Por outro lado, a expansão no Mato Grosso não deverá ser significativa, devido aos altos preços da terra no estado.
Sobre a expansão da área da cana, é importante notar que o relatório se refere à área da planta destinada à produção de açúcar e álcool, e que "a base da projeção é o período 1992/1993 a 2013/2014". Não há referência há outros fatores que podem influenciar a expansão, como mercado potencial doméstico e internacional, ou alteração/manutenção das políticas públicas.
Apesar da taxa média anual de crescimento de 1,8%, as estimativas indicam que o aumento da produção deverá acontecer de forma irregular, com acréscimo entre as safras 12/13 e 14/15, seguida de decréscimo até 16/17; um período de variação mínima entre 18/19 e 20/21, e então crescimento até atingir os 44,5 milhões de toneladas.
O volume projetado será mais do que suficiente para atender à demanda interna pela commodity, que deverá alcançar 13,6 milhões de toneladas, crescendo 16,3%. Contudo, o montante ficará aquém do necessário para atender as demandas interna e externa somadas, já que esta crescerá a uma taxa anual média de 3,3% e atingirá a marca de 39,4 milhões de toneladas.
A soma resultará numa demanda total de 53 milhões de toneladas de açúcar, volume levemente inferior ao chamado "limite superior da projeção", estimado em 55,8 milhões de toneladas pelo Mapa.



Veja na íntegra o documento com as projeções do agronegócio.
Vivian Faria - NovaCana
Veja os detalhes da projeção e mais:
- As estimativas e os comentários do Mapa
- Soja X Cana: gráfico comparativo com o desenvolvimento das duas culturas até a safra 2022/23.
- Açúcar: produção, consumo e exportação para os próximos dez anos
- Tabela comparativa com o crescimento da produção de cana, açúcar e as principais produtos do agronegócio
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a moagem de cana-de-açúcar no Brasil deve crescer entre 41,4% e 74,5% nos próximos dez anos, alcançando entre 833 milhões e 1,028 bilhões de toneladas na safra 2022/2023. O crescimento mínimo previsto corresponde a aproximadamente o dobro do crescimento mínimo da produção de milho e soja (grão, farelo e óleo).
![]() |
Para chegar a estes volumes de produção, será necessário também ampliar a área de plantio de cana. Sobre isso, as projeções do Mapa são de que a cana-de-açúcar deverá ocupar entre 12 e 14,4 milhões de hectares em 2023, o que significa que a expansão será de 2,2 a 4,57 milhões de hectares.
A estimativa foi divulgada no relatório intitulado "Projeções do Agronegócio", publicado no final de junho pelo ministério. O documento refere-se a cana ao tratar da expansão do plantio de soja, por considerar que as duas culturas "competem por área no Brasil". Veja gráfico abaixo.

O relatório explica que a "expansão deve ocorrer em áreas de grande potencial produtivo, como as áreas de cerrados compreendidas na região que atualmente é chamada de Matopiba [compreendida entre Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia]". Por outro lado, a expansão no Mato Grosso não deverá ser significativa, devido aos altos preços da terra no estado.
Sobre a expansão da área da cana, é importante notar que o relatório se refere à área da planta destinada à produção de açúcar e álcool, e que "a base da projeção é o período 1992/1993 a 2013/2014". Não há referência há outros fatores que podem influenciar a expansão, como mercado potencial doméstico e internacional, ou alteração/manutenção das políticas públicas.
Produção e consumo de açúcar
Na seção dedicada ao açúcar, o ministério projeta que a produção brasileira do produto deve alcançar 44,5 milhões de toneladas em 2023. O volume é 8,2 milhões de toneladas ou 22,5% superior ao produzido na safra 2012/2013. Veja tabela ao lado.![]() |
O volume projetado será mais do que suficiente para atender à demanda interna pela commodity, que deverá alcançar 13,6 milhões de toneladas, crescendo 16,3%. Contudo, o montante ficará aquém do necessário para atender as demandas interna e externa somadas, já que esta crescerá a uma taxa anual média de 3,3% e atingirá a marca de 39,4 milhões de toneladas.
A soma resultará numa demanda total de 53 milhões de toneladas de açúcar, volume levemente inferior ao chamado "limite superior da projeção", estimado em 55,8 milhões de toneladas pelo Mapa.



Veja na íntegra o documento com as projeções do agronegócio.
Vivian Faria - NovaCana

