Levantamento do NovaCana apresenta o andamento dos projetos em construção ou ampliação de bioeletricidade nas usinas de açúcar e etanol
Entre todos os projetos de novas termelétricas movidas a biomassa até 2023, quase 55% das obras previstas envolvem Usinas Termelétricas (UTEs) movidas à bagaço de cana. O número e um detalhamento desses projetos estão presentes em um novo mapeamento exclusivo realizado pelo NovaCana.
Ao todo, considerando também as térmicas movidas com outras biomassas, existem 40 projetos em desenvolvimento no Brasil para instalação ou ampliação de capacidade. Destes, 29 tem maior possibilidade de sair do papel, sendo que 17 envolvem a cogeração a partir do bagaço de cana-de-açúcar.
Entre os projetos que tem como matéria-prima o bagaço, uma UTE já começou a ser construída, oito devem iniciar a construção em breve e outras nove já começaram o processo de ampliação de capacidade ou devem iniciar nos próximos anos. No total, essas UTEs devem adicionar mais de 497 MW à capacidade de geração de energia nacional.
O NovaCana apresenta a seguir o resultado deste levantamento atualizado detalhado dos projetos futuros de cogeração das usinas sucroenergéticas (o último levantamento foi realizado em outubro de 2016):
- Futura potência de cada unidade e cronograma de implementação ao longo dos anos
- Mapa com a localização de todos os projetos, com as usinas e grupos envolvidos
- Evolução da nova potência instalada ao longo dos anos
- Avaliação da viabilidade dos projetos
Entre todos os projetos de novas termelétricas movidas a biomassa até 2023, quase 55% das obras previstas envolvem Usinas Termelétricas (UTEs) movidas à bagaço de cana. O número e um detalhamento desses projetos estão presentes em um novo mapeamento exclusivo realizado pelo NovaCana.
Ao todo, considerando também as térmicas movidas com outras biomassas, existem 40 projetos em desenvolvimento no Brasil para instalação ou ampliação de capacidade. Destes, 29 tem maior possibilidade de sair do papel, sendo que 17 envolvem a cogeração a partir do bagaço de cana-de-açúcar.
Entre os projetos que tem como matéria-prima o bagaço, uma UTE já começou a ser construída, oito devem iniciar a construção em breve e outras nove já começaram o processo de ampliação de capacidade ou devem iniciar nos próximos anos. No total, essas UTEs devem adicionar mais de 497 MW à capacidade de geração de energia nacional.
No que se refere ao número de UTEs a partir de outras biomassas, há, atualmente, 12 empreendimentos em andamento. Eles somam uma capacidade de geração de 819 MW.

Previsão de funcionamento
Os empreendimentos previstos pela Aneel até 2023 estão divididos em três categorias, de acordo com a viabilidade de funcionamento: alta, média ou baixa. Os projetos listados nas categorias alta e média são os que devem entrar em funcionamento até 2023 e foram considerados no infográfico acima.
Além deles, ainda existem 11projetos que provavelmente não devem ser concretizados. No ano passado, o NovaCana mostrou que, apesar de muitas usinas estarem investindo e ampliando a capacidade de cogeraçãoa partir do bagaço de cana-de-açúcar, alguns dos empreendimentos devem ter sua entrada no circuito comercial adiada ou não serem concluídos.
É o caso dos projetos na categoria de baixa viabilidade. Eles não possuem uma previsão de funcionamento e muitos já entraram em processo de anulação da autorização por parte da Aneel. O motivo das empresas estarem nessa categoria pode variar: desde atrasos nas obras até revogações da proposta.

Se, eventualmente, passarem a integrar os números nacionais de cogeração, essas UTEs podem agregar outros 488,87 MW à capacidade nacional. Os projetos específicos do setor sucroenergético são, ao todo, sete empreendimentos, com capacidade de 269,30 MW.

Acompanhamento das obras
Em outubro do ano passado, o NovaCana listou os empreendimentos de novas UTEs e expansões que estavam sendo acompanhados pela Aneel. Alguns deles saíram do monitoramento da agência. Cruzando os dados, foi possível constatar que a maioria conseguiu cumprir o cronograma e finalizou as obras, seja de ampliação ou de construção.
No entanto, três projetos naufragaram. Duas UTEs de cana-de-açúcar que pretendiam ampliar a capacidade tiveram as autorizações da Aneel canceladas e continuam operando com a potência antiga. Além disso, um outro projeto de uma nova UTE envolvendo outra biomassa não saiu do papel.

Marina Gallucci – NovaCana