O controle de pragas é uma pedra na botina dos produtores agrícolas – no setor canavieiro, isso não seria diferente. Ainda que a evolução de defensivos biológicos e químicos jogue a favor, o aumento da população e até a diversificação das pragas é um desafio para quem trabalha com a cultura.
A pesquisadora Leila Dinardo, do Instituto Agronômico de Campinas (IAC), destaca que não existe uma única praga mais relevante para a cultura de cana, pois isso depende de variáveis como localização, andamento da safra, ferramentas usadas pelo produtor, entre outros fatores. “Tem algumas regiões em que o problema de broca é bem menor do que o de sphenophorus, por exemplo”, detalhou durante evento em Ribeirão Preto (SP).
Além disso a necessidade ou não do controle também é variável. Para chegar a uma conclusão, ela destaca três etapas principais trazidas por um projeto do IAC focado no manejo integrado de pragas: verificar as necessidades, determinar a amostra da praga no canavial e realizar o controle em si.
Mensurar o tamanho da população da praga e se ela causa um prejuízo que justifica o controle é essencial: “Nós passamos as informações aos produtores para que eles possam controlar somente onde é necessário e onde vale a pena economicamente”.
Como exemplo, a pesquisadora considera que se o controle de determinada praga demanda gastos de R$ 200 por hectare, o produtor só deveria combatê-la se estiver causando um prejuízo igual ou superior a este valor. “Se ela está causando um prejuízo de R$ 100/ha, por que controlar? É melhor ficar com o prejuízo do que gastar R$ 200/ha”, completa.
Esse tipo de informação é passado aos produtores por pesquisadores que também buscam determinar qual é a população que causa os danos. Mas a pesquisadora observa que há outro impasse a ser enfrentado na coleta da amostragem: a falta de mão de obra no campo.
A versão completa desta reportagem (acesso exclusivo para assinantes) contém mais informações sobre o programa do IAC, além da experiência da Alta Mogiana no controle de pragas.
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