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Maior prejuízo da história: Petrobras revela fracasso com etanol e biodiesel

area quente usina 230316Resultado financeiro da Petrobras apresenta o maior prejuízo de sua história com biocombustíveis

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Tida como um dos pivôs de um dos maiores escândalos políticos e econômicos do país, a Petrobras parece enfrentar situação cada vez pior. Os prejuízos com etanol e biodiesel – setor da companhia que nunca apresentou lucro – jamais foram tão grandes. Com os resultados do último trimestre de 2015, o prejuízo acumulado do ano é quase igual à soma dos cinco anos anteriores.

Até então, o pior resultado trimestral apresentado pela divisão de etanol e biodiesel havia sido o do segundo trimestre do ano passado, quando houve prejuízo de R$ 304 milhões. No trimestre seguinte (3T15), foram R$ 110 milhões de prejuízo, o 3º pior resultado da história da estatal. Só não se imaginava o tamanho do rombo que estava por vir no quarto trimestre.

Nesta segunda-feira à noite a estatal soltou os números do último trimestre de 2015 e surpreendeu, negativamente. As explicações para o fracasso também foram diferentes do costumaz e revelam uma nova realidade por trás no negócio de etanol e biodiesel.

Veja os gráficos e detalhes seguir.

Tida como um dos pivôs de um dos maiores escândalos políticos e econômicos do país, a Petrobras parece enfrentar situação cada vez pior. Os prejuízos com etanol e biodiesel – setor da companhia que nunca apresentou lucro – jamais foram tão grandes. Com os resultados do último trimestre de 2015, o prejuízo acumulado do ano é quase igual à soma dos cinco anos anteriores.

Até então, o pior resultado trimestral apresentado pela divisão de etanol e biodiesel havia sido o do segundo trimestre do ano passado, quando houve prejuízo de R$ 304 milhões. No trimestre seguinte (3T15), foram R$ 110 milhões de prejuízo, o 3º pior resultado da história da estatal. Só não se imaginava o tamanho do rombo que estava por vir.

Nesta segunda-feira à noite saíram os números do último trimestre de 2015 com o maior prejuízo da história da estatal com etanol e biodiesel, atingindo R$ 503 milhões.

PETROBRAS TRIMESTRE

O rombo – 224% superior ao mesmo período de 2014 e 357% maior que o trimestre anterior – é atribuído a perdas de investimentos nos setores de etanol e biodiesel e perdas nas usinas de biodiesel devido às condições de mercado piores e taxas de desconto elevadas pelo aumento do prêmio de risco setorial e risco país.

Atualmente a empresa controla, por meio da subsidiária Petrobras Biocombustível (PBio), investimentos em noves usinas de etanol – das sucroalcooleiras Guarani (SP), Nova Fronteira (GO) e Bambuí (MG), em que detém participação acionária –,três de biodiesel e participações em empresas produtoras de biodiesel e com negócios relacionados.

Maior prejuízo da história

O prejuízo acumulado de 2015 é mais de três vezes superior ao do ano anterior. A Petrobras alcançou a marca de R$ 966 milhões negativos ante R$ 298 milhões no ano de 2014. Desde 2010 a empresa soma R$ 1,9 bilhões em prejuízos com biocombustíveis.

Mais uma vez a receita das vendas (R$ 769 milhões) não conseguiu cobrir os custos de produção (R$ 846 milhões), resultando em prejuízo operacional de R$ 77 milhões. Apesar do maior prejuízo total, a perda nas operações for reduzida em R$ 27 milhões se comparada a 2014.

PETROBRAS ACUMULADO

Ainda assim, o melhor resultado operacional não conseguiu conter a alavancagem do setor de biocombustíveis da empresa. O resultado antes de juros, depreciação e amortização (Ebitda) ficou em R$ 423 milhões negativos, ante R$ 262 milhões negativos no ano anterior.

Desvalorização de ativos

A maior parte do prejuízo nos biocombustíveis veio da depreciação de ativos tanto da companhia, caso das usinas de biodiesel, quanto de empresas em que a Petrobras investiu, caso do etanol. O chamado impairment – termo utilizado para tratar da deterioração de ativos imobilizados – resultou em R$ 543 milhões negativos.

A Guarani S.A., empresa produtora de etanol e açúcar da qual a Petrobras tem 45,9% das ações, foi responsável pela maior parcela do impairment. A empresa que tinha um valor contábil de R$ 976 milhões passou a valer R$ 759 milhões, perda equivalente a 22,2% de seu valor contábil (R$ 217 milhões).

Outra grande parcela do do prejuízo pela desvalorização de ativos (R$ 181 milhões) veio da adequação de valor das usinas de biodiesel da estatal.

Mais detalhes sobre a situação de cada investimento da Petrobras no setor de etanol e o reconhecimento das perdas serão apresentados em breve pelo portal NovaCana.

PETROBRAS ATIVOS

No ano passado a estatal tomou a decisão de acabar com a sua subsidiária Petrobras Biocombustível e vender os ativos do setor de etanol e biodiesel. Diante das dificuldades do mercado o plano foi adiado para 2017 e 2018, segundo as últimas informações disponíveis.

Prejuízo total passa dos R$ 30 bi

Os números são impressionantes. Somente no último trimestre de 2015 a petroleira perdeu R$ 36,9 bilhões, número mais de dez vezes superior ao resultado do mesmo trimestre de 2014. No acumulado do ano o prejuízo chega a R$ 34,8 bi, ante R$ 21,6 bi do ano anterior. Somados os resultados dos últimos dois anos a Petrobras perdeu mais de R$ 56 bilhões de reais.

Apesar do aumento no prejuízo total, o prejuízo operacional diminuiu de R$ 21,3 bi para R$ 12,3 bi. O Ebitda ajustado aumentou de R$ 59,1 bi em 2014 para R$ 73,8 bi em 2015. Estes melhores resultados vieram devido a aumentos na exportação de petróleo e menores despesas financeiras devido à redução da perda cambial.

Jorge Mariano – NovaCana

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