Apesar do cancelamento da reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que decidirá sobre o aumento da mistura de etanol na gasolina para 32% (E32), o governo ainda aposta na elevação do teor de biocombustível.
De acordo com a coordenadora das áreas sucroenergética e de fertilizantes da Agroconsult, Ana Carolina Melo, desde que o E30 entrou em vigor – em agosto de 2025 –, o anidro ganhou a preferência da indústria.
“As discussões para a aprovação do E32 poderão oferecer ainda mais sustentação ao biocombustível no segundo semestre de 2026. Caso a mudança seja aprovada, ao menos 1 bilhão de litros serão consumidos a mais neste ano, na comparação com 2025”, afirma.
O mesmo volume é estimado pela Fitch Ratings, enquanto a trading SCA Brasil Etanol projeta 850 milhões de litros e a consultoria StoneX fala em 500 milhões de litros no Centro-Sul. Segundo a agência de classificação de risco, a mudança será positiva para os produtores de etanol, devendo proporcionar um acréscimo à demanda anual e sustentando os preços a curto prazo.
“No entanto, a Fitch não espera que esta iniciativa afete os ratings, já que ela ajuda a reequilibrar a oferta e a demanda atuais, em um contexto em que novos aumentos de capacidade e maior participação do etanol no mix das usinas de cana-de-açúcar resultam em potencial excesso de oferta a médio prazo”, complementa.
No texto completo (acesso exclusivo para assinantes), saiba mais sobre o possível impacto do E32 e sobre outros fatores que pairam sobre o mercado de etanol.
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