No centro da polêmica com o setor sucroenergético desde que informou a mídia sobre a possibilidade do fim da recente taxação para importação de etanol, que está em vigor pelo período de dois anos, o ministro da Agricultura Blairo Maggi informou que teria desistido da ideia.
De acordo com o Valor Econômico, a perspectiva é que não haja uma mudança no posicionamento do ministério "no curto prazo".
Além disso, a informação repassada pelo presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima, é de que ontem (31), em audiência em Brasília, o gestor da pasta garantiu ao deputado líder dos Democratas na Câmara Federal, Efraim Filho, e ao secretário paraibano da Agricultura, Rômulo Montenegro, que “não há mais previsão de reversão da taxa para o período”.
“O assunto está resolvido. O ministro se mostrou sensível e afirmou de forma categórica não mexer na questão nos próximos dois anos”, contou Efraim a representantes do setor canavieiro.
Andrade Lima revela que a reunião com Maggi foi marcada pelo político após a sua participação, na última segunda-feira (29), em evento da União Nordestina dos Plantadores de Cana (Unida), realizada na Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan). Ambas as entidades são filiadas à Feplana.
“Em 2017, tivemos um aumento de 128% na importação do etanol que entra pelo porto do Maranhão com redução de impostos, em qualquer época, prejudicando toda indústria nacional”, criticou Lima.
Com informações adicionais do Valor Econômico