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Lula diz que Brasil está disposto a negociar etanol com os Estados Unidos

Combustível entra na esteira de produtos taxados pelo governo do presidente Donald Trump


CNN Brasil - Publicado: 13 Ago 2025 - 16:07

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou nesta terça-feira, 12, que o Brasil está disposto a negociar o etanol com os Estados Unidos. A declaração é feita em meio ao tarifaço do presidente Donald Trump.

“Não nos recusamos a negociar a questão do etanol. Estamos dispostos a negociar a questão do etanol sem nenhum problema”, declarou o presidente durante entrevista à rádio BandNews FM.

O etanol foi citado pelo departamento de comércio dos Estados Unidos entre as “práticas comerciais injustas” devido à tarifa de importação brasileira de 18%, o que reduziria a competitividade para os produtores americanos, segundo a Casa Branca.

As tarifas sobre produtos brasileiros entraram em vigor no dia 6 de agosto.

A relatora do projeto de lei da reciprocidade na comissão de assuntos econômicos do Senado, Tereza Cristina (PP-MS), havia afirmado em abril deste ano que o setor do etanol é o que mais preocupa dentro do “tarifaço”.

Em um relatório publicado em março deste ano, o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) citou o combustível e ambos os países como os maiores “produtores e consumidores de etanol do mundo”.

Tarifaço

O presidente da República também comentou as tarifas impostas aos produtos brasileiros vendidos aos EUA. A medida foi oficializada inicialmente no final de julho.

“Os EUA alegaram de forma mentirosa que os EUA tem um déficit com o Brasil. E nós provamos, eles também provam, que se você colocar serviços, bens e comercio, nós tivemos um déficit em 15 anos de US$ 400 bilhões”, declarou Lula. “Então, não é o Trump que deveria estar taxando o Brasil; nós é que deveríamos estar taxando eles”.

O petista diz que o governo brasileiro não pretende fazer uma “bravata” em reação, mas que a medida de reciprocidade aos Estados Unidos ainda está sendo pensada com as consequências medidas.

Na esteira das declarações, o chefe do executivo também anunciou que irá assinar uma medida provisória para criar uma linha de crédito de inicialmente R$ 30 bilhões para as empresas que venham a ser afetadas pela taxação.