O vice-presidente de agronegócios e agricultura familiar do Banco do Brasil, Luiz Gustavo Braz Lage, deixará o cargo, informou o Banco do Brasil em fato relevante protocolado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta terça-feira, 22.
O atual subsecretário de política agrícola e negócios agroambientais da secretaria de política econômica do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, foi indicado para a vice-presidência de agronegócios, informou o BB.
No fato relevante, o BB afirmou que Braz Lage segue à frente do cargo até a confirmação de elegibilidade do indicado. O processo de elegibilidade encontra-se em trâmite nas instâncias competentes de governança para posterior eleição pelo conselho de administração, explicou o banco.
Bittencourt é agrônomo formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), especialista em análise de políticas públicas pela Universidade do Texas, nos Estados Unidos, e mestre em desenvolvimento econômico pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
Desde janeiro de 2023, ele ocupa o cargo de subsecretário de política agrícola e negócios agroambientais do Ministério da Fazenda. Atualmente, também é membro do conselho de administração da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do conselho de administração da Livelo.
Bittencourt já foi secretário de agricultura familiar no Ministério do Desenvolvimento Agrário, secretário adjunto de política econômica do Ministério da Fazenda, secretário de planejamento e investimentos estratégico do Ministério do Planejamento e secretário adjunto da secretaria executiva da Casa Civil da Presidência da República.
Ele também já atuou como consultor em crédito rural para instituições financeiras e foi membro do comitê de auditoria da BrasilPrev, da BB Seguridade e da Embrapa, além de membro do Conselho Fiscal da BrasilCap e da Caixa Econômica Federal.
Braz Lage estava à frente do cargo desde maio de 2023 e conduziu o processo de crescimento da carteira de agronegócio do banco, fazendo superar R$ 400 bilhões. Ele foi funcionário do Banco do Brasil por 36 anos, até 2017, quando se aposentou.
No fato relevante, o BB não detalhou se Braz Lage seguirá no banco.
Isadora Duarte