A Louis Dreyfus Company registrou aumento nas principais métricas de lucro do primeiro semestre, impulsionado por volumes maiores no negócio de grãos e oleaginosas, informou a trading global de produtos agrícolas nesta segunda-feira, 21.
A LDC disse que seu lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização atingiu US$ 1,036 bilhão nos primeiros seis meses de 2026, contra US$ 987 milhões no mesmo período do ano anterior.
O lucro líquido do grupo subiu de US$ 418 milhões para US$ 444 milhões, embora o lucro antes dos impostos tenha caído de US$ 533 milhões para US$ 460 milhões devido ao aumento dos custos.
Os volumes embarcados cresceram 2,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, contribuindo para que as vendas do grupo aumentassem de US$ 26,2 bilhões para US$ 26,8 bilhões.
Preços mais altos, a expansão na Europa Central, uma nova unidade de processamento de sementes oleaginosas no Canadá e a volatilidade nos mercados de energia contribuíram para resultados melhores nas áreas de grãos e sementes oleaginosas.
No entanto, as atividades relacionadas ao trigo foram afetadas por desafios operacionais ligados a conflitos no Oriente Médio e no Mar Negro, informou a LDC.
Entre suas concorrentes, a ADM e a Bunge elevaram suas projeções de lucro para o ano inteiro, em parte devido às margens sólidas no processamento de safras.
A LDC, empresa controlada por Margarita Louis-Dreyfus por meio de um fundo familiar, não divulga projeções financeiras.
As divisões de algodão e açúcar do grupo também registraram melhores resultados operacionais no primeiro semestre, enquanto as plataformas de café, arroz e sucos tiveram queda nos lucros.
No final de julho, a empresa concluiu a venda de uma usina de esmagamento de soja no estado do Paraná, no Brasil, por US$ 130 milhões.
Dividendos de US$ 229 milhões foram pagos aos acionistas durante o primeiro semestre.
Gus Trompiz e Clement Martinot
Com reportagem de Letícia Fucuchima