Com uma usina em São Manuel (SP) e capacidade de moagem de 3,6 mi toneladas, a Usina Açucareira São Manoel registrou resultado líquido de R$ 70,14 milhões no exercício encerrado em 31 de março
Com uma usina em São Manuel (SP) e capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas, a Usina Açucareira São Manoel, uma das principais filiadas da Copersucar, registrou um resultado líquido de R$ 70,14 milhões no exercício encerrado em 31 de março deste ano, que reflete o desempenho da safra 2016/17. O resultado representa um crescimento de 4,66% em relação ao da temporada anterior, quando a empresa obteve um lucro de R$ 67 milhões.
De uma forma geral, os números da sucroenergética foram de crescimento modesto. Confira a seguir como se comportaram outros indicadores da companhia:
- Lucro bruto
- Receita operacional
- Custos
- Composição das vendas no mercado interno e externo
- Indicadores de moagem e produção
- Dívidas com empréstimos e financiamentos
Com uma usina em São Manuel (SP) e capacidade de moagem de 3,6 milhões de toneladas, a Usina Açucareira São Manoel, uma das principais filiadas da Copersucar, registrou um resultado líquido de R$ 70,14 milhões no exercício encerrado em 31 de março deste ano, que reflete o desempenho da safra 2016/17. O resultado representa um crescimento de 4,66% em relação ao da temporada anterior, quando a empresa obteve um lucro de R$ 67 milhões.

De uma forma geral, os números da sucroenergética foram de crescimento modesto. O lucro bruto da companhia do período cresceu um pouco mais de R$ 10 milhões (5,71%), saindo de R$ 175,91 milhões em 2015/16 para R$ 185,95 milhões em 2016/17.

Composição da receita
A receita operacional líquida também cresceu um pouco no período, cerca de 3,8%, passando de R$ 523,65 milhões para R$ 543,76 milhões. Já o custo operacional ao final da temporada 2016/17 foi de R$ 365,94 milhões, valor 3,39% maior do o mesmo registrado um ano antes.

Para a formação da receita, a maior contribuição veio das vendas de produtos no mercado interno, que representou cerca de 65% das receitas totais.

Apesar disso, os ganhos com a venda de produtos no mercado interno caíram cerca de 12% em relação à safra anterior. Em 2015/16, a companhia recebeu R$ 429,4 milhões e, em 2016/17, R$ 376,6 milhões. Todos os produtos que compõem essa categoria apresentaram queda nas receitas na comparação.

Já a receita com a venda de produtos no mercado externo cresceu 49% no período. O avanço se deve principalmente pelo crescimento nas vendas do açúcar no mercado internacional, que geraram receitas 66,6% maiores, resultando na entrada de R$ 168 milhões.

Outro dado que também compõe a receita operacional é o ativo biológico (canaviais). No último ano, houve uma valorização de mais de 17% e a contabilização, dessa forma, passou de R$ 6,19 milhões para R$ 7,25 milhões.

Indicadores de produção
Mesmo com o crescimento dos resultados da receita da Usina São Manoel, a moagem de cana-de-açúcar e a produção tiveram recuo na temporada 2016/17. Durante a última safra, a companhia processou 3,492 milhões de toneladas de cana, um volume 8% menor do que na safra anterior.

No mesmo período, a produção de açúcar e etanol recuou 9%. Segundo a empresa, foram produzidos 8,579 milhões de unicops. Essa é uma medida utilizada pela Copersucar, onde um unicop é equivalente a 50 kg de açúcar, 31,526 litros de etanol anidro ou 34,048 litros de etanol hidratado.
Dessa forma, considerando os dados divulgados, a produção total da empresa foi de 225,75 milhões de toneladas de açúcar e de um volume entre 128,1 e 138,4 milhões de litros de etanol.

Dívida
A dívida total da Usina São Manoel com empréstimos e financiamentos chegou a R$ 592 milhões ao final da safra 2016/17. O valor é 9% maior do que o total devido no mesmo período da temporada anterior. A maior parte da dívida (75%) está concentrada no longo prazo, em um montante de R$ 445,76 milhões.
Já a dívida para o curto prazo equivale a R$ 146,245 milhões. Apesar de não representar o maior volume devido pela companhia, foi a categoria que mais cresceu – cerca de 34% – em relação ao valor devido no curto prazo ao fim da safra passada.

Marina Gallucci – NovaCana