Financeiro

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Lucro da Tereos Internacional cai com pressão do dólar e dos preços mais baixos do açúcar


Reuters - Publicado: 04 Ago 2025 - 09:23

A francesa Tereos divulgou na segunda-feira, 4, uma queda acentuada no lucro trimestral, afirmando que os baixos preços do açúcar continuaram a pressionar seu negócio principal, enquanto a desvalorização do dólar exacerbou a concorrência de importação para o etanol.

A Tereos, uma das maiores produtoras de açúcar do mundo, havia alertado anteriormente que a queda nos preços – que reduziu seus lucros no ano fiscal 2024/25, encerrado em 31 de março – continuaria sendo um obstáculo para 2025/26.

Ao divulgar os resultados do primeiro trimestre de 2025/26, de abril a junho, a cooperativa de produtores rurais informou que o lucro ajustado antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) foi de 56 milhões de euros, queda de 79% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A empresa registrou um prejuízo líquido de 65 milhões de euros, em comparação com o lucro líquido de 108 milhões de euros contabilizado um ano antes.

“Os preços de venda contratados mais baixos na Europa – desde o terceiro trimestre de 2024/25 para açúcar e desde o quarto trimestre de 2024/25 para amido e adoçantes – tiveram um impacto adverso no primeiro trimestre do grupo”, afirmou a Tereos em um comunicado, acrescentando que isso foi agravado pela menor produtividade no Brasil no início da safra.

O grupo ainda manteve a projeção de que sua alavancagem – medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda – atingiria temporariamente um pico em torno de 5 vezes durante 2025/26. A companhia também reiterou que prevê uma menor produção de açúcar na Europa na próxima temporada, ajudando os preços a se recuperarem gradualmente.

A Tereos reforçou que o primeiro trimestre é normalmente o período mais fraco. Além disso, a desvalorização do dólar, associada ao contexto geopolítico amplo, pesou sobre o grupo, pressionando para baixo os preços do açúcar e do etanol, afirmou a companhia.

A desvalorização do dólar reforçou a competitividade das importações de etanol de milho dos Estados Unidos, cujos fluxos para a Europa já estavam em níveis recordes, acrescentou a Tereos.

Gus Trompiz
Com tradução NovaCana