Maior volume de vendas de açúcar e etanol e redução do custo caixa melhoram resultados financeiros
O Grupo São Martinho, um dos maiores do setor sucroenergético brasileiro, divulgou seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre da safra 2017/18 junto ao acumulado dos nove meses da safra.
Com um lucro líquido de R$ 168,5 milhões, 201,7% a mais do que no mesmo período da safra anterior – quando foi de R$ 55,8 milhões –, o grupo demonstra que a queda vista no segundo trimestre desta safra foi realmente circunstancial. O resultado, inclusive, e até mesmo superior ao resultado dos primeiros nove meses de 2016/17, quando a companhia teve um lucro líquido de R$ 164,4 milhões. Em 2017/18, esse acumulado é de R$ 338,4% (+105,8%).
O balanço agrupa as atividades das quatro usinas do grupo: São Martinho, em Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP); e Boa Vista, em Quirinópolis (GO). Juntas, as unidades têm capacidade para processar até 24 milhões de toneladas de cana por safra.
O documento esclarece que essa melhora nos resultados financeiros se deve ao maior volume de vendas de açúcar e etanol, à redução do custo caixa de produção – graças a uma melhora na alavancagem operacional na safra 2017/18 –, e ao expressivo crescimento no volume e nos preços de cogeração de energia.
Confira a seguir o resultado financeiro completo da São Martinho:
- Receita líquida total
- Receita líquida por produto
- Ebitda
- Endividamento
- Perspectivas e resultados operacionais
O Grupo São Martinho, um dos maiores do setor sucroenergético brasileiro, divulgou seus resultados financeiros referentes ao terceiro trimestre da safra 2017/18 junto ao acumulado dos nove meses da safra.
Com um lucro líquido de R$ 168,5 milhões, 201,7% a mais do que no mesmo período da safra anterior – quando foi de R$ 55,8 milhões –, o grupo demonstra que a queda vista no segundo trimestre desta safra foi realmente circunstancial. O resultado, inclusive, e até mesmo superior ao resultado dos primeiros nove meses de 2016/17, quando a companhia teve um lucro líquido de R$ 164,4 milhões. Em 2017/18, esse acumulado é de R$ 338,4% (+105,8%).
O balanço agrupa as atividades das quatro usinas do grupo: São Martinho, em Pradópolis (SP); Iracema, em Iracemápolis (SP); Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP); e Boa Vista, em Quirinópolis (GO). Juntas, as unidades têm capacidade para processar até 24 milhões de toneladas de cana por safra.

Além do aumento no lucro líquido, o resultado do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 497,4 milhões no período, um crescimento de 45,6% em relação ao terceiro trimestre de 2016/17, elevando a margem Ebitda para 55,3%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado cresceu 30,7%, atingindo R$ 1.364,4 milhões.
Esses indicadores demonstram uma melhora no desempenho operacional da companhia.
O documento esclarece que essa melhora nos resultados financeiros se deve ao maior volume de vendas de açúcar e etanol, à redução do custo caixa de produção – graças a uma melhora na alavancagem operacional na safra 2017/18 –, e ao expressivo crescimento no volume e nos preços de cogeração de energia.
Destaques operacionais
Com a conclusão do trimestre e o início da entressafra, o grupo São Martinho aproveitou para divulgar que a safra 2017/18 foi marcada por alguns recordes operacionais, como as 5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar processadas na Usina Santa Cruz, além de 439 milhões de litros de etanol produzidos na Usina Boa Vista, que equivalem a 89 litros por tonelada de cana processada.

Nos nove meses analisados, a companhia processou 22,2 milhões de toneladas de cana, um aumento de 15,2% em relação à safra anterior, quando processou 19,2 milhões de toneladas. Além disso, o volume de açúcar total recuperável (ATR) produzido cresceu 23,6% devido a fatores como o aumento da produtividade dos canaviais, o crescimento de 7,3% no ATR médio da cana-de-açúcar e a consolidação integral da Usina Boa Vista.
Receita líquida e indicadores de venda
No terceiro trimestre da safra 2017/18, a receita líquida da São Martinho totalizou R$ 899,7 milhões, o que indica um aumento de 21,7% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foi R$ 739,3 milhões.

Esse crescimento ocorreu principalmente graças ao aumento no volume de vendas de açúcar, produto que também foi comercializado a preços superiores em comparação com o mesmo período da safra passada; ao maior volume de vendas de etanol, devido à incorporação da Usina Boa Vista; e ao aumento no volume de vendas de energia com um preço superior.
Já no acumulado dos nove meses da safra, a receita chegou a R$ 2,5 bilhões, um crescimento de 12,4% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando foi de R$ 2,2 bilhões. Esse aumento também decorreu de melhores vendas de etanol hidratado, açúcar e energia, sendo que os dois últimos foram comercializados com maiores preços médios.

Em relação apenas à venda de açúcar, a receita líquida no terceiro trimestre da safra 2017/18 totalizou R$ 410,5 milhões, o equivalente a um aumento de 18% em relação ao mesmo período da safra anterior – quando foi de R$ 347,8 milhões. Esse crescimento se deve ao aumento de 15,8% no volume de vendas, sendo que também foi produzida uma maior quantidade do adoçante nesta safra.
No período acumulado de nove meses, a receita líquida de açúcar totalizou R$ 1,32 bilhão, o que representa um aumento de 17,9% em relação ao acumulado da safra passada, que foi de R$ 1,12 bilhão. Esse crescimento se deve à melhora de 12,3% no preço médio de comercialização do adoçante, um resultado da estratégia de hedge do grupo, totalizando R$1.340,1/t e o aumento de 5% no volume vendido.

Já em relação às vendas de etanol hidratado no terceiro trimestre da safra 2017/18, o aumento foi de 55,2% em relação ao período anterior, passando de R$ 143,9 milhões para R$ 223,3 milhões. Esse crescimento reflete um volume de vendas 75,6% superior no período, dada a incorporação integral da Usina Boa Vista.
No acumulado de nove meses da safra, a receita líquida de vendas de etanol hidratado foi 15,6% maior do que nos mesmos nove meses da safra anterior.

Por outro lado, a receita líquida das vendas de etanol anidro totalizou R$ 195,4 milhões no terceiro trimestre da safra 2017/18, redução de 1,1% em relação ao mesmo período da safra anterior, quando era de R$ 193,2 milhões.
Já no acumulado da safra, a receita líquida de vendas de etanol anidro foi 6,3% inferior. As duas diminuições se devem ao preço médio de comercialização do biocombustível ser 12,5% menor no trimestre e 5,9% menor nos nove meses analisados.
Segundo a companhia, as quedas do preço do etanol hidratado e anidro no último trimestre e no acumulado da safra refletem principalmente o aumento do PIS e Cofins nas vendas do produto, uma vez que o tributo passou a ser cobrado a partir de janeiro de 2017.

Por fim, em relação às vendas de energia elétrica, a receita líquida totalizou R$ 57 milhões no terceiro trimestre da safra 2017/18, um aumento de 86,5% em comparação ao mesmo período da safra anterior, que foi de R$ 30,6 milhões.
Este resultado se deve ao aumento do volume de energia comercializada no período com a incorporação da Usina Boa Vista, além do maior preço médio comercializado no período, reflexo principalmente do aumento do preço de energia no mercado spot.
No período acumulado da safra, a receita líquida de energia aumentou em 63,6%, passando de R$ 123 milhões para R$ 201,2 milhões, graças aos mesmos efeitos ocorridos no trimestre.

Endividamento
Em 31 de dezembro de 2017, o grupo São Martinho estava com uma dívida líquida consolidada de R$ 2,9 bilhões, um aumento de 14,3% em relação à posição no dia 31 de março do mesmo ano, quando era de R$ 2,5 bilhões. O valor inclui os débitos com empréstimos e financiamentos, além das obrigações decorrentes de aquisições, mas já desconta disponibilidades em caixa.
Essa elevação no valor, segundo a companhia, foi uma consequência da maior necessidade de capital de giro no período graças ao maior volume dos estoques de produtos finais. Ainda assim, a expectativa é que esse volume seja vendido durante a entressafra, gerando caixa e reduzindo o endividamento.

Considerando a dívida bruta com empréstimos e financiamentos, por sua vez, a São Martinho somava R$ 4,1 bilhões em dívidas em 31 de dezembro – ante R$ 3,7 bilhões em 31 de março (+10%). Desse total, R$ 1,3 bilhão possui vencimento em até 12 meses (-13,1%).
Rafaella Coury – NovaCana