
O deputado federal do PPS e líder da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético, Arnaldo Jardim, foi citado pelo ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer como um dos beneficiários do esquema de corrupção que envolve empresas multinacionais do ramo ferroviário e políticos ligados ao PSDB e do DEM.
De acordo com matéria publicada pelo jornal
O Estado de S. Paulo, o esquema "tinha como objetivo principal o abastecimento do caixa 2 do PSDB e do DEM", os quais recebiam dinheiro de empresas suspeitas de participar do cartel dos trens em São Paulo entre 1998 e 2008.
O deputado divulgou nota negando envolvimento no esquema e dizendo que tomará medidas jurídicas para "responsabilizar os caluniadores".
Jardim é apenas um dos políticos apontados por Rheinheimer como recebedor de propina das multinacionais por intermédio da Procint Projetos e Consultoria Internacional, do lobista Arthur Teixeira, empresa suspeita de repassar propina a agentes público, segundo o Ministério Público e a Polícia Federal.
Segundo o ex-diretor da Siemens, o próprio diretor-presidente da Procint mencionou Jardim, entre outros políticos, como sendo destinatários da comissão paga pelas companhias ferroviárias à empresa de projetos e consultoria.
Na nota divulgada, Jardim nega que tenha tido qualquer relação comercial e/ou ilícita com Arthur Teixeira, quem conhece por terem cursado a mesma universidade, e classifica como mal-intencionada a divulgação à imprensa do relatório remetido por Rheinheimer ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
O presidente da Frente Parlamentar pela Valorização do Setor Sucroenergético reafirmou ainda que tomará "medidas jurídicas imediatas assim que tiver acesso ao inquérito mencionado".
A nota, na íntegra, pode ser acessada no
portal nacional do PPS.
Vivian Faria - novaCana.comCom informações d'O Estado de S. Paulo e do Portal Nacional do PPS